As duas tarefas para o Brasil de hoje

Em seguimento à apresentação do documento-base do 16º Congresso do PCdoB, o presidente estadual paulista Rovilson Brito, integrante da Direção nacional da legenda, dedicou uma exposição ao bloco nacional do projeto de resolução.

Diante de um quadro internacional coplexo, mas que abre possibilidade para projetos nacionais como o do Brasil, Brito destacou que após um período de governo progressista, o país se viu diante de dois mandatos de destruição do Estado nacional e das políticas públicas que vinham sendo construídas, o que dá caráter histórico à vitória de Lula e sua ampla frente nas eleições de 2022. No entanto, mesmo com cinco vitórias em seis eleições, o país não alçou vôo tático e estratégico, rumo ao desenvolvimento nacional no caminho do socialismo.

Com a vitória de Lula, o PIB vem crescendo, a ciência voltou, o país enseja a reindustrialização e vê redução do desemprego e direitos sociais vêm sendo retomados.

Mesmo preservada a democracia, o neoliberalismo na economia tem desviado enormes recursos para a banca financeira, principalmente internacional, e reduzido o papel do Estado nas relações de produção, impedindo o Brasil de encontrar o seu caminho. Some-se a essa receita a inflação de alimentos e o aumento da exploração da mão-de-obra para se ter um indicativo da estagnação da avaliação do desempenho do governo.

As entregas que vem sendo feitas – e não são poucas – podem e devem ser ampliadas mas precisam ser atreladas a uma perspectiva de futuro para os trabalhadores, um projeto para o Brasil, afirma Rovilson.

É aqui que entra o novo projeto de desenvolvimento nacional, apresentado pelo PCdoB como instrumento do caminho brasileiro para o socialismo. Sua implementação, no entanto, não será simples e encontrará resistência da extrema-direita e dos setores alinhados ao imperialismo.

Em cenário de dispersão e enfraquecimento da representação sindical dos trabalhadores e intervenção das big techs, as mais lucrativas empresas nos dias de hoje, na formação do pensar brasileiro, a vitória eleitoral em 2026, inclusive com alteração significativa no Congresso Nacional, é objetivo tático facilitador da luta e da mobilização. O fortalecimento da bancada parlamentar comunista se insere na denúncia à oligarquia financeira e na costura da ampla frente nacional necessária a essa tarefa, nos planos eleitoral e de governo.

Mas a mudança principal, concluiu o dirigente, é estratégica e deve ser feita sob a liderança dos trabalhadores, setor mais consequente da Nação. São imperiosas as reformas estruturantes na politica, nas finanças, na tributação, na mídia e uma série de outras.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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