Informação, dialética e trabalho na obra de Álvaro Vieira Pinto

O professor fluminense Marcos Dantas credita ao filósofo brasileiro Álvaro Vieira Pinto – sobre quem já trouxemos as reflexões sobre o “ser nacional“, capítulo do Pensamento Nacional-desenvolvimentista – a definição mais precisa e útil sobre informação, insumo básico da acumulação financeira pós-fordista, alavancada pelo que se conhece como inteligência artificial e o maquinário que a produz e distribui.

Informação não é coisa, é movimento. Só nesta síntese já se pode propor um amplo conjunto de problemas que questionam a abordagem capitalista dos fenômenos relacionados à informação. Exemplo: é sempre possível a apropriação privada de uma “coisa”, mas será possível a apropriação privada do movimento?

Não há informação sem trabalho, nem trabalho sem informação. Ou seja, informação é o próprio movimento do trabalho vivo no ato de trabalhar. O trabalho (vivo) produz valor. Mas não é valor: torna-se valor na forma congelada da mercadoria. Informação produz valor mas ela mesma, como movimento, como relação, como “diferença que cria diferença”, não pode ser reduzida à forma congelada de mercadoria. Se engendra diferença, não pode ser equalizada em valor de troca.

Para entender como Dantas chegou cientificamente a essa conclusão (e outras) a partir de Vieira Pinto, segue o artigo publicado na Fundação Maurício Grabois:

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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