Em conversa com o diretor da Escola Nacional João Amazonas, Altair Freitas, o geógrafo e pós-doutor em economia Elias Jabbour falou das tarefas do Partido Comunista ante a realidade presente do desenvolvimento capitalista, em especial no Brasil.
Perguntado sobre o que é o socialismo hoje, Jabbour observou que o marxismo se desenvolve pelo exercício do poder político, em resposta aos desafios que a vida impõe. Cem anos de experiências trazem muitas lições mas, em cada país, a cada momento, a estratégia e a tática dos comunistas são localmente construídas. Em síntese, socialismo é o poder político que subjuga o capital privado, sob a direção do Partido Comunista, orientado à superação das relações de produção anteriormente hegemônicas.
Sinólogo experimentado, o professor unversitário fluminense assegura que o país asiático inagurou uma nova forma de acumulação de capital, com hegemonia da propriedade pública dos meios de produção e sobre as finanças, com o Estado nacional como instrumento do Partido Comunista Chinês, onde o principal instrumento do governo é a razão.
O rápido desenvolvimento das forças produtivas na China se dá não só pelo domínio de avançada tecnologia, como também pela orientação das empresas que se guiam pelo lucro, dentro de um plano macroeconômico com fins sociais.
E no Brasil?
Como país periférico no universo capitalista global, não recebe dos países centrais apoio para o seu desenvolvimento, necessitando libertar-se dessas amarras da dependência de capitais externos. A solução dessa contradição, propóe Jabbour, é o projeto nacional de desenvolvimento. Um projeto de interesse nacional, das forças politicas nacionais.
A questão nacional é, portanto, central para avançar o processo. Pautas identitárias ou meramente democráticas devem ser vinculadas ao projeto principal, o papel do Partido é unir a Nação em torno de objetivos patrióticos, desenvolvimentistas e antiimperialistas, uma construção orientada ao socialismo.
Em um cenário global que mostra os EUA em dificuldade para se situar em um mundo multipolar, não obstante permanecer com capacidade para desestabilizar goernos estrangeiros por meio de guerras convencionais, monetárias e híbridas, a Rússia mostra poderio militar e a China é o novo.
O Brasil precisa encontrar o seu caminho, para isso contará com a ajuda do Partido Comunista do Brasil, que este ano fará o seu Congresso, completou o apresentador do programa.

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