A inteligência contra a PEC 65/2023

O economista e servidor público da União, José Luís Oreiro, professor que é da Universidade de Brasília, coligiu em artigo “escrito” pela inteligência artificial seus muitos argumentos contra a transformação do Banco Central do Brasil em entidade de direito privado.

Após detalhado arrazoado, vem a síntese, que endossamos:

  1. Natureza Institucional: A PEC erra fundamentalmente ao propor transformar o Banco Central, uma instituição típica de Estado com funções soberanas, em uma empresa pública.
  2. Receitas Financeiras: A proposta se baseia em uma definição incorreta de senhoriagem e visa permitir a apropriação indevida, pelo BCB, de receitas (juros sobre títulos públicos) que pertencem ao Tesouro Nacional.
  3. Patrimonialismo: A PEC configura um ato de patrimonialismo, desviando recursos públicos significativos para beneficiar um grupo específico dentro da burocracia estatal.
  4. Justificativa Salarial: A questão da remuneração dos servidores do BCB, embora potencialmente legítima, não justifica uma alteração constitucional dessa magnitude e pode ser tratada por legislação ordinária.
  5. Consequências Negativas: A proposta acarreta riscos para a execução da política monetária, para a credibilidade do sistema monetário, para a saúde fiscal do país e, em última instância, prejudica a sociedade brasileira em benefício de poucos.

Complementa a leitura do artigo abaixo nosso editorial Banco Central do Brasil S.A.?, publicado em Fevereiro de 2024.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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