O lastro em dólares das reservas cambiais e seu paradoxo.

Nos anos 1960, economista belga Robert Triffin mostrava o dilema dos EUA diante da sua imposição de o dólar ser a moeda global: desindustrialização e dívida pública crescente. Consequências também visíveis no Brasil, mesmo não sendo o real moeda lastreadora das trocas internacionais.

O modelo de Triffin mostra a moeda de reserva global impõe um paradoxo inevitável ao país emissor: a necessidade mundial de reservas (efeito) força os EUA a manter déficits contínuos (causa). Esse sistema se mantém enquanto houver confiança no dólar, mas traz riscos estruturais para a economia global. Portanto, o próprio sucesso do dólar como moeda internacional cria uma vulnerabilidade permanente para os EUA, transformando o efeito (demanda por dólares) na causa (necessidade de déficits estruturais).

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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