Fuga de cérebros limita avanços na economia brasileira

A notícia do Valor dá conta de que mais de 6 mil cientistas deixaram o país em busca de melhores condições de pesquisa no exterior. Após dez anos congeladas, as bolsas de estudo finalmente foram reajustadas, mas ainda não são o bastante atrativas para manter os cérebros pensando no Brasil

Coreia do Sul e China, para citar dois exemplos, desenvolveram programas para repatriar pesquisadores. Não por acaso, Coreia e China estão entre os países mais inovadores do mundo — eles aparecem em sexto e 11º lugar, respectivamente, na edição mais recente, de outubro, do Índice de Inovação Global, elaborado pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual (WIPO, na sigla em inglês). O ranking tem, ao todo, 133 países. O Brasil figura na 50 posição.

Como, por exemplo, a pesquisa aplicada pode ajudar a produção agrícola. Vejamos o caso da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Para citar dois casos, a Embrapa desenvolveu soluções bem-sucedidas contra pragas que ameaçaram seriamente as lavouras de soja e algodão no Brasil. “Dada a dimensão e a variedade de clima do país, somos naturalmente um ambiente propício a pragas. Assim, temos que ser extremamente criativos em pesquisa e desenvolvimento”, diz Maurício Lopes, ex-presidente da estatal. “No início dos anos 70, ninguém imaginava que a soja pudesse superar o café e o açúcar na produção nacional, e hoje somos uma potência mundial nessa cultura”.

Veja o artigo completo:

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

2 comentários em “Fuga de cérebros limita avanços na economia brasileira

  1. Esta leitura está merecendo uma atualização. O desejo de sair do país ocorreu de forma clara no período compreendido entre 2027 e 2022 quando o orçamento de ciência e tecnologia sofreu reduções severas e quando a ciência passou a ser questionada por quem dirigia o país. No caso da Embrapa, particularmente é importante chamar a atenção que entre 2010 e 2011 o orçamento dessa instituição alcançou um bilhão e cem milhões de dólares, um montante superior ao ARS – Agricultural Research Service, o braço de pesquisa e desenvolvimento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, decrescendo continuamente até 2022. Um outro fato importante a se destacar é que, após um lapso de quinze anos, uma vez que em 2009 a Embrapa realizou um concurso para 1.121 colaboradores, sendo 700 pesquisadores e 421 analistas e técnicos, em novembro de 2024 lançou um edital para um novo concurso em que estará selecionando 1.050 colaboradores.

    Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário