
A formação bruta de capital fixo (FBCF) corresponde ao acréscimo ao estoque de meios de produção de uma economia ou, como o próprio nome sugere, é o resultado da produção não consumido de imediato, que permite a realização de novos ciclos produtivos, ainda que sujeito à depreciação ao longo do tempo. Sua correlação com o produto interno bruto (PIB) resulta na taxa de investimentos (FBCF / PIB) da referida economia.
O Engenheiro Eletrônico formado pela USP e Coordenador de Políticas Públicas da Engenharia pela Democracia – EngD, Miguel Manso, apresenta uma análise comparativa da evolução recente do indicador no Brasil. Nele, explica os motivos para a lenta marcha da evolução da economia brasileira, tanto em relação à história pátria do “país que mais cresce no mundo” na era Vargas, como em comparação com outros países – tanto a China como a Índia têm taxas de investimentos próximas a 30%, enquanto o Brasil pode recuperar o nível de 18% este ano.
A Formação Bruta de Capital Fixo no Brasil entre 2018 e 2024 foi marcada por ciclos de retração e de tímida e insuficiente recuperação, influenciados por crises internas e externas, juros elevadíssimos e arrocho fiscal, com metas de inflação fora da realidade nacional e internacional. O crescimento em 2023 e as expectativas mais otimistas para 2024 indicam a possibilidade de baixo crescimento na recuperação da formação bruta de capital fixo, quadro que segue agravado e ameaçado pelas travas na política monetária, financeira e orçamentária nacional, estrangulada pelos juros que drenam a poupança nacional – Um trilhão de reais desviados para o pagamento de Juros ao rentismo, e ainda com desafios consideráveis em diversas frentes para que o Brasil atinja níveis de investimento compatíveis com seu potencial de desenvolvimento.

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