Brasil: baixo investimento e crescimento medíocre

A Engenharia pela Democracia recebeu, conjuntamente com os Economistas e os Juristas pela Democracia, o especialista em finanças do desenvolvimento do Cebri e ex-diretor do Banco Mundial e do BID Rogério Studart, para ilustrar as condições brasileiras atuais e traçar salários rumo à retomada do desenvolvimento sustentável, democrático e justo.

Crescimento do PIB – países do mundo

Investimento público e privado em infraestrutura

Destaca-se na exposição de Rogério, cuja íntegra pode ser copiada na página da EngD, a mediocridade do crescimento do produto brasileiro nas últimas décadas, após a “Era Vargas” ter proporcionado a liderança global no quesito, com média de 7% anuais por cinco décadas. Os dados de investimento em infraestrutura apresentados vêm, desde meados dos anos 1980, situados abaixo do mínimo necessário à manutenção do que já existe, considerados os desembolsos públicos e privados. Neste e no ano passado o indicador recuou à casa dos 1,7% do PIB, bastante reduzido no corrente governo, praticamente a terça parte do piso de 4,2%.

Mesmo óbvia, chama a atenção a correlação positiva entre a taxa de investimento dos países em desenvolvimento (investimento / PIB) e o respectivo crescimento econômico.

Diante da constatação de que “o Brasil teve um bom crescimento no ano 2000, mas estagnou a partir dos últimos quatros, inclusive com uma retração significativa”, Studart apontou o caminho:

Prefiro analisar pelo ponto de vista dos investimentos, considerados o pilar do aumento da produtividade e da competitividade. Sejam investimentos na infraestrutura ou na indústria, educação, o investimento é uma variável para determinar uma trajetória de crescimento. [O investimento] cria as bases da teoria da economia real para aumentar a produtividade e a competitividade; e do ponto de vista do capital humano, o investimento em infraestrutura social é fundamental para permitir o bem-estar dos seres humanos e a produtividade do trabalho.

Para aumentar as chances de o Brasil atingir o melhor dos cenários em período próximo, o economista indicou três missões: segurança alimentar, exportação de conhecimento e transição para uma sociedade de baixo carbono. Todas implicam em uma mudança profundo nas orientações do governo brasileiro.

Leia a cobertura completa de Cinthia Ribas para a EngD e assista no youtube a 8ª Roda de Debates.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, conselheiro da Casa do Povo, EngD, CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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