Manchetes do dia – 3.8.2024

Hora do Povo – A equipe econômica do governo Lula realizou um corte de quase R$ 47 bilhões e não só de 15 bilhões em verbas do Orçamento deste ano, como foi anunciado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no mês de julho, para cumprir a agenda de arrocho fiscal demandada pelo sistema financeiro.  Por outro lado, a gastança com juros da dívida pública segue impune de qualquer limitação de regra fiscal: chegou a R$ 835,7 bilhões, conforme informações do Banco Central (BC). 

Vermelho – A decisão liminar foi tomada com base na ação direta de inconstitucionalidade apresentada pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). A entidade alega que a emenda “torna a execução orçamentária da União desprovida de transparência, muitas vezes favorecendo entes federados ao bel prazer de escolhas parlamentares, sem qualquer justificativa, controle ou responsabilização para tanto”.

Hora do Povo – O Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central afirmou que “não há clareza” na negociação sobre a autonomia financeira do Banco Central e ainda existe o risco de aprovação do texto que transforma o órgão em empresa pública, retirando direitos e o controle da população sobre a política econômica do país. “Os servidores do BC continuarão protestando contra a PEC 65/2023, da independência do BC: o projeto é ruim e nocivo ao Brasil”, anunciou. O Sinal está organizando um ato em frente ao Senado no dia 14 de agosto, às 9h.

Sputnik – O ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, anunciou na semana passada ter enviado reservas de ouro para o exterior a fim de obter “retorno de ativos”, uma medida incomum e que tem dividido opiniões de especialistas. De acordo com o Banco Central da Argentina, o país tem o equivalente a US$ 4,6 bilhões (R$ 25 bilhões) em ouro. Dados mais precisos sobre a quantidade de ouro enviada e o destino ainda não são de conhecimento público.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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