Política Industrial a serviço de uma estratégia de desenvolvimento para o Brasil

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil trouxe à sua base, em parceria com a Fitmetal e a Federação Sindical Mundial, uma nota técnica que dá materialidade à decisão fundacional da CTB, depois ampliada para a Conclat, de prover o Brasil de um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento.

Diogo Santos, economista responsável pelo texto principal, disponível em três idiomas, demonstra a centralidade da indústria no desenvolvimento econômico-social do Brasil, papel que o setor já cumpriu, com 30% de participação do PIB na era Vargas, hoje reduzido a 11% e declinante. A perda milionária de empregos no setor também é apontada como agravante, e não é devida somente ao avanço tecnológico na produção, mas principalemente à perda do papel público e nacional como protagonista na formação de capital fixo no Brasil.

Reforçar – e em alguns casos retomar – as empresas públicas de infraestrutura e energia, promovendo o desenvolvimento sustentável sob todas as óticas; restaurar a política de aumento do conteúdo local na produção de bens de capital e consumo, diário e de longo prazo; e gerir a política macroeconômica (fiscal, monetária e cambial) de modo condizente com as necessidades de desenvolvimento nacional.

Entre os setores específicos a nota cita as indústrias naval, ferroviária, aeroespacial e do complexo industrial da saúde, além das intensivas em tecnologia e mão-de-obra, como fundamentais no projeto de desenvolvimento que se pensa para o país. E muita engenharia nacional, para aproveitamento da inteligência artificial e retomada das obras paradas.

“Objetivo consagrado na Constituição Federal”, a CTB vê a valorização do trabalho no campo e na cidade como parte impulsionadora do desenvolvimento. Para isso se impõem a redução da jornada de trabalho e a restauração e fortalecimento dos direitos trabalhistas, bem como o incremento da educação, não só para as novas gerações mas também para a requalificação profissional, e da saúde do trabalhador, cuja falta afeta a produtividade do país e o bem-estar dos cidadãos.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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