
Em 2022, os gastos militares reais dos Estados Unidos atingiram 1,537 trilhão de dólares – mais do que o dobro do nível oficial reconhecido de 765,8 bilhões. Por isso a mídia local aponta que as despesas de defesa tem freado o ritmo da desaceleração da economia do país.

Como se vê no gráfico, o financiamento da máquina de guerra estadunidense não provém diretamente dos recursos financeiros locais, mas do crescente endividamento público do país imperialista. Como se diz no popular ditado, é uma faca de dois gumes, ambos bem afiados: recursos externos são atraídos para a economia americana, e os gastos militares ajudam a convencer os credores da sua solvência.
Mas, como é próprio do desenvolvimento capitalista, as mercadorias produzidas precisam circular, para fazer dinheiro com elas e produzir novos artefatos e engenhocas cuja “utilidade” à humanidade é a destruição do próximo. É a guerra. De preferência, do outro lado do oceano, envolvendo concorrentes e consumidores da indústria bélica do Tio Sam.

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