Hora do Povo – destaques 2023

Toda a verdade em 8 páginas

Em ano que começou sob o signo da esperança, com a posse de Lula na Presidência da República, logo a 8 de Janeiro fascistas atentaram contra a democracia e depredaram patrimônio público em Brasília, numa tentativa frustrada de golpe de Estado, que não contou com a esperada adesão das Forças Armadas.

Por traz da trama estava o corrupto ex-presidente Bolsonaro, cujos crimes contra a vida e suas negociatas lhe renderam condenação de inelegibilidade por oito anos.

Outro escândalo revelado logo nos primeiros meses foi o favorecimento ilícito da garimpagem em terra yanomani.

Na economia, a herança deixada pelo antecessor não era alvissareira: risco de recessão, em razão dos altos juros praticado pelo BC autônomo. A insatisfação do presidente não se mostrou bastante para uma rápida redução, de fato elevando-o, em termos reais, ao mais alto nível do planeta.

Os remédios cabíveis ao Executivo, no entanto, foram acordados com o Congresso Nacional em termos frouxos, atrasando a recuperação do Brasil. Os resultados fizeram-se sentir já no segundo semestre, com a desaceleração da atividade econômica.

Perante o mundo, em tempo de ampliação dos BRICS no sul-global e na presidência rotativa do G-20, o Brasil defendeu o direito à soberania energética e tecnológica do país e assegurou, no comando também do Mercosul, que não são aceitáveis acordos lesivos com a União Europeia: o país não deve ceder seu poder público de compra a estrangeiros.

No último trimestre, agressão israelense sobre Gaza, após ataque terrorista do Hamas, deu início à morticínio civil sem precedentes na história, com bombas sobre hospitais e bairros residenciais e perdas de vidas de muitas crianças. O clamor internacional pela paz produziu um breve cessar fogo, mas as dificuldades de prestar ajuda humanitária e de o Brasil resgatar os seus persistem.

Foram muitas as matérias especiais em 2023. Dentre elas, destacamos as observações sobre o racismo, de Carlos Lopes, e a importância da unidade sindical, de Carlos Alberto Pereira e Nilson Araújo de Souza.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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