O novo PAC e o projeto nacional de desenvolvimento

com informações da Hora do Povo

Dando início ao seminário “Nacional-desenvolvimentismo e o governo Lula”, a cátedra Cláudio Campos da Fundação Maurício Grabois trouxe os economistas Rubens Sawaia e Diogo Santos para debater o novo Programa de Aceleração do Crescimento – PAC.

Os especialistas o PAC III, apontando os desafios da atualidade para que o programa seja vitorioso e possa contribuir, não só para a retomada do crescimento, mas também para a reindustrialização do país. Ambos observaram a ausência atual de empresas nacionais de infraestrutura que ajudaram muito no PAC I.

O professor Sawaya adicionou a pressão fiscal como mais um problema para a ação do governo. Para ele, o Estado tem que recuperar sua capacidade de investimento, mas também a capacidade de planejamento para que consiga estimular o crescimento e, com isso, atrair os investimentos necessários. Ele não considera uma coisa boa o capital estrangeiro na área de infraestrutura do país. “O Brasil não está precisando de moeda estrangeira e sim de investimento público”, concluiu.

Diogo Santos chamou a atenção para fato de que o investimento privado no Brasil historicamente “não se dirigiu para projetos novos” e observou que o bancos privados concentraram seus recursos no curto prazo”. O economista destacou o papel dos bancos públicos (BNDES, BB, CEF e outros) para o desenvolvimento. “O fato é que outros bancos de fomento no mundo não têm obrigação de passar 25% do lucro líquido para o Tesouro”, argumentou. “Temos que mudar isso também para se ter mais recursos em caixa para recomposição dos fundos de investimento”, concluiu.

Estava escalado como moderador Aloísio Barroso, que recentemente demonstrou, ao lado de Renildo Souza, a antonomia entre financeirização e desenvolvimento.

Leia a cobertura completa e assista ao evento.

Relembre também as considerações de Nilson Araújo de Souza, titular da Cátedra, sobre o Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento e as medidas emergenciais de reconstrução nacional.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

Um comentário em “O novo PAC e o projeto nacional de desenvolvimento

Deixe um comentário