A estabilização da Argentina é problema nosso, sim!

Não se apenas da justa solidariedade com os hermanos. A grave situação econômica da Argentina causa impactos importantes no Brasil, como detalha André Roncaglia.

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André Roncaglia (Professor de economia da Unifesp e doutor em economia do desenvolvimento pela FEA-USP) publciou o artigo abaixo na FSP, 11.mai.2023.

Na semana passada, analisei como o sistema dólar oferece uma infraestrutura financeira que facilita o comércio internacional. Por outro lado, a hierarquia das moedas no “sistema dólar” impõe efeitos desiguais aos países do centro e da periferia.

Como apontou o historiador econômico Adam Tooze, “a combinação do choque do preço da energia e dólar forte avança sobre o mundo, pressionando consumidores e governos”. Economias que, por variados motivos, não conseguem obter dólares para financiar suas trocas com o resto do mundo sofrem restrições externas paralisantes. Este é o caso da Argentina.

No bimonetarismo informal argentino, o peso cumpre a função dominante (mas não plena) de meio de troca, mas cabe ao dólar (e, em menor proporção, ao real) desempenhar as funções de unidade de conta e de reserva…

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Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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