Cuba? Pergunte ao Consul.

O canal de Martha Simas faz juz ao nome: Entrevistas Inteligentes. O convidado da semana foi Pedro Manzón Barata, Cônsul-geral de Cuba em São Paulo. Já havíamos visitado a Ilha há um quarto de século, daí o ânimo em saber como andam as coisas na terra de Fidel Castro nos dias de hoje.

O que persiste nas mais de seis décadas decorridas desde a vitória da Revolução que derrubou a ditadura de Fulgêncio Batista em 1959 é o bloqueio econômico-militar estadunidense, país que até hoje ocupa a área cubana de Guantánamo. Nas palavras de Manzón, “os EUA não tolera sistemas sociais, políticos e econômicos diferentes; e Cuba é um país independente e socialista”.

É um país em que educação e saúde gratuitas para todos é uma realidade. Uma terra em que não tem gente dormindo nas ruas, não tem cracolândia, ninguém morre de fome ou sofre discriminação, respondeu o Cônsul.

Mas para funcionar Cuba depende da importação de petróleo. Para tanto teve que comprar seus próprios petroleiros, pois navio que aporta na Ilha não pode ir para o vizinho EUA por seis meses. Uma afronta ao livre comércio que intende asfixiar o povo cubano. Até respiradores empresas com negócios com os Estados Unidos não podiam fornecer a Cuba!

Nem por isso os cubanos deixaram de desenvolver sua própria vacina contra a Covid e serem os primeiros do mundo a aplica-la nos braços de todo o povo e dos visitantes que foram à Ilha. O tratamento dos doentes não se restringiu aos nacionais, mas muitos estrangeiros também se internaram nos hospitais cubanos, contou Pedro.

Os avanços na saúde, que proporcionam mais anos de vida lá que no Brasil, por exemplo, não se restringem aos cuidados básicos. Remédios para a prevenção e cura do Parkinson, Alzheimer e câncer de próstata também integram os itens em pesquisa.

E a atenção aos pacientes cruza fronteiras, com programas que o Brasil profundo conheceu como Mais Médicos. A solidariedade internacional de Cuba, segundo Manzón, não se limitou à frente humanitária: o pequeno país empreendeu esforços pela libertação nacional de povos subjugados outrora pelo colonialismo, na África e outras plagas: cubanos foram voluntários tanto nas lutas de libertação de Ângola como pelo fim do apartheid na África do Sul.

O Consul concluiu que a multipolaridade que se instala no mundo tem permitido o avanço de novas relações internacionais, de desejo diplomáticas, que trazem a perspectiva de novos projetos para o seu país, mas ainda insuficiente para compensar as dificuldades impostas pelo bloqueio.

Quer saber mais sobre Cuba e como vive aquele povo altivo, culto e hospitaleiro? Não deixe viajar para lá.

Afinal, os emigrantes que vêm visitar seus parentes na Ilha aplaudem o que vêem, lembrou Manzón.

Conheça a programação completa de Entrevistas Inteligentes, com Martha Simas.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, conselheiro da Casa do Povo, EngD, CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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