Há 95 anos a Humanidade ganhava um dos seus melhores filhos

Arte de @tatipublicitaria para os 95 anos de Fidel Castro

Em 13 de agosto de 1926 nascia Fidel Castro, “o líder da revolução dos trabalhadores, camponeses e estudantes cubanos tinha outras facetas que aproximaram sua capacidade transformadora das pessoas”, como destacou o Vermelho em 95 anos de um símbolo de dignidade e emancipação.

Seu legado não se limita à Cuba que visitamos, mas transcende fronteiras e contribui prática e teoricamente com a superação dos males que o esgotamento do capitalismo traz à espécie humana e ao bioma terrestre.

Da amizade com Ernesto Guevara de La Sena, o Chê, retratada na matéria de André Cintra em 2019, surgiu um poema significativo sobre o Comandante:

Canto a Fidel
(Ernesto “Che” Guevara)

Vamos,
ardoroso profeta da alvorada,
por caminhos longínquos e desconhecidos,
liberar o grande caimão verde que você tanto ama…

Vamos,
derrotando afrontas com a testa
plena de martianas estrelas insurretas,
juremos atingir o triunfo ou encontrar a morte.

Quando soar o primeiro tiro
e na virginal surpresa toda a floresta acordar,
lá, ao seu lado, calmos combatentes
você nos terá.

Quando sua voz proclamar aos quatro ventos,
reforma agrária, justiça, pão e liberdade,
lá, ao seu lado com sotaque idêntico,
você nos terá.

E assim que chegar o fim da jornada
A sanitária operação contra o tirano, ali, a
seu lado, aguardando a derradeira batalha,
você nos terá.

No dia em que a fera lamber o lado ferido
onde o dardo nacionalizador lhe acertar,
ali, a seu lado, com o coração altivo,
você nos terá.

Nem pense que possam minguar nossa integridade
as decoradas pulgas armadas de presentes;
pedimos um fuzil, suas balas e um rochedo.
Nada mais.

E se o nosso caminho for bloqueado pelo ferro,
pedimos uma mortalha de lágrimas cubanas
para cobrir nossos ossos guerrilheiros
no trânsito para a história da América.
Nada mais.

Detentores de 7 medalhas olímpicas este ano, os cubanos são, além de saudáveis, generosos: mais de 50 mil dos seus levam saúde aos recantos mais afastados do progresso. Fidel tem parte nessa obra.

Mais sobre o mundo

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, conselheiro da CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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