Jornadas nas estrelas: a Discovery no universo pós-capitalista

Temos acompanhado a série Discovery da Jornada nas Estrelas, cuja personagem central é a irmã humana de Spock. Michael Burnham. A Discovery é, na trama, uma nave científica da frota estrelar da Federação Unida dos Planetas.

Após resolver os problemas da preservação universal da vida no século 23, ela salta 930 anos ao futuro e é seguida pela tripulação da nave na viagem sem volta de 930 anos. Após se certificar de que a vida prosseguia no universo, Burnham sai em busca da outrora poderosa Federação, reduzida a um sexto dos mundos que reuniu no seu auge.

Havia então há um século uma crise de dilítio, o mineral que servia de combustível ao motor de dobra que, como todos sabem, seria aquele que permite as viagens intergalácticas em tempo de horas a poucos meses. Associado à crise, centenas de naves explodiram na grande combustão.

São os dois fatores que nos cabem registrar na visão de futuro de Gene Rodenberry, o criador da série de ficção científica.

Primeiro, é o domínio da energia que possibilita a adoção da técnica em larga escala. Segundo, e mais relevante, a abundância permite que todos vivam melhor, mas sob a escassez a ganância e o desespero levam a medidas pouco confortáveis.

Declara uma poderosa – e belicosa – comerciante do produto raro que a solução era a “restauração do capitalismo”, no que a comandante da Discovery age para conter, descobrindo a causa da combustão, ligada a um planeta de puro dilítio, que então passa a ser explorado sem os riscos de uma nova queima geral e distribuído segundo as necessidades de cada espécie.

Se o futuro será como imagina os autores da série, com algo em comum com as previsões de Karl Marx, não temos como saber. Mas construir um futuro de paz e abundância, pleno de energia e lastreado na aquisição do conhecimento científico da realidade, no domínio da moderna técnica e na propriedade coletiva dos meios naturais e bens de produção é um caminho rumo à fronteira final que sempre nos anima.

Há, por certo, muitos mais conflitos nos cinquenta e dois capítulos das quatro temporadas da série, para os fãs acompanharem na TV.

Conheça também sobre o mundo sem dinheiro de Gene Rodenberry e os passos dos robôs chineses em solo marciano.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, conselheiro da Casa do Povo, EngD, CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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