Não só o Japão, como também os EUA, experimentaram dívidas muito superiores ao PIB anual das respectivas economias. Nogueira da Costa destaca que não há como fixar um patamar ideal ou um máximo aceitável.
A impressão que fica, no caso brasileiro, é que ela avança de acordo com as possibilidades de os rentistas dela extraírem juros. Atitude que o governo parece favorecer, já que é muito pequeno o investimento produtivo, de infraestrutura e mesmo social, bancando pelas contas públicas da União.
Para lembrar, como disse o economista colombiano Daniel Libreros, a dívida pública é um dos melhores negócios privados do mundo.
Carlos Luque é professor da FEA- USP e presidente da Fipe Simão Silber é professor da FEA-USP. Francisco Vidal Luna é professor da FEA aposentado Roberto Zagha foi professor Assistente na FEA-USP nos anos 1970 e no Banco Mundial a partir de 1980, onde encerrou a carreira em 2012 como Secretário da Comissão sobre o Crescimento e o Desenvolvimento, e diretor para a Índia. Publicaram mais um artigo (Valor, 03/05/22) sobre os grandes problemas da economia brasileira.
A solvência do governo é um tema recorrente nas discussões sobre a situação econômica do país. Os analistas se alarmam com aumentos da dívida e com caos econômico se a dívida pública não puder ser honrada. Ansiedades compreensíveis à luz de nossa história: o congelamento de ativos financeiros no governo Collor, a crise da dívida externa nos anos 1980 e uma história de moratórias da dívida externa nos primeiros anos da República.
A maioria…
Ver o post original 1.043 mais palavras
