Neoliberalismo não é [só] uma política econômica, é a dilaceração da civilização humana

Marcus Atalla, no Brasil 247

Não basta apenas trocar a política econômica neoliberal, são necessárias mudanças estruturais e profundas

A mais renomada filósofa brasileira, Marilena Chaui constata que o Neoliberalismo é muito mais que uma política econômica. É uma forma de pensar, uma ideologia destrutiva de tudo que a humanidade considera civilizatório. Aniquila todas as conquistas feitas pela humanidade por séculos e séculos de construção e lutas.

A ideologia é a distância entre a realidade social cotidiana e os discursos usados para legitimá-la. Não é um ideário ou crenças que formam a realidade, é a lógica das ideias da classe dominante. Ela serve para que as classes exploradas não tenham ideias opostas aos interesses da classe dominante. Para isso, ela afirma que as causas das divisões na sociedade são os maus sujeitos sociais, bandidos, migrantes, homossexuais e a ignorância dos pobres e atrasados. Sendo assim, a causa do injusto são as pessoas injustas, mal-patrão, governo, político, bandido etc. Transforma-se tudo em uma questão MORAL.

O Negacionismo é a resposta social à ideologia da competência e da tecnicidade

A ideologia da Competência afirma que seriam as exigências técnicas que comandam as pesquisas científicas e as decisões políticas. Sendo assim, transforma a divisão social entre os que seriam os competentes, os especialistas detentores de conhecimento científico e tecnológico e os “incompetentes”, os que executam. Portanto, não é qualquer um que tem o direito de dizer ou ser ouvido, nem em qualquer lugar, nem em qualquer circunstância. O direito de dizer e ser ouvido é apenas dos “especialistas”.
O Neoliberalismo abusa desse discurso da competência como método de dar fim à democracia. A filósofa e matemática Tatiana Roque relaciona o discurso da competência com o Negacionismo. Para ela, os “especialistas” dizem estar tomando decisões políticas através da ciência, quando na verdade, são decisões de interesses outros. É isso o que está em contestação. Pois, dessa forma diminui-se o poder de decisão política da população. (+1699 palavras, Brasil 247)

Graduação em Imagem e Som – UFSCAR, graduação em Direito – USF. Especialização em Jornalismo – FDA, especialização em Jornalismo Investigativo – FMU

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, conselheiro da Casa do Povo, EngD, CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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