PORQUE UM BURACO NO PORTO DE SANTOS INCOMODA TANTA GENTE?

Local da Cava, em Cubatão

Enquanto a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo procede à CPI das Cavas Subaquáticas, é oportuno conhecer mais para concluir sobre a segurança e a sustentabilidade do meio-ambiente caiçara, sem prejuízo ao movimento portuário na Baixada Santista.

A Comissão Parlamentar de Inquérito foi instalada em 2021 com a finalidade de “investigar irregularidades envolvendo os processos de licenciamento e monitoramento da cava subaquática no estuário entre Santos e Cubatão, no litoral de São Paulo, que é preenchida com cerca de 2,4 bilhões de litros de sedimentos tóxicos, colocando a região em iminente perigo de crime ambiental das proporções verificadas na cidade de Brumadinho – MG”.

O ambientalista Leandro S. de Araújo, do Movimento Contra a Cava Subaquática, explica que “de tempos em tempos, o chamado “maior porto da América Latina”, precisa fazer dragagem para aumentar a profundidade do canal e permitir a movimentação de navios cada vez maiores”. E complementa:

A VLI, construiu em Santos o TIPLAM – Terminal Integrador Portuário Luiz Antônio Mesquita, e usa deste expediente para ampliar a sua capacidade de movimentação. Até aqui nenhum problema, afinal de contas ninguém é contra o desenvolvimento, se não fosse o buraco de 400 metros de diâmetro e 25 metros de profundidade que foi escavado no meio do manguezal para armazenar resíduos contaminados retirados do fundo no canal de navegação. Tecnicamente essa cratera maior que o estádio do Maracanã é chamada de Cava Subaquática

A Cava é vizinha à Vila dos Pescadores, comunidade cubatense surgida na década de 1960, quando um grupo de pescadores artesanais se instalou no local, visando a exploração do Rio Casqueiro, fonte geradora de seu sustento. Hoje conta com 30 mil habitantes.

De acordo com a Cava Subaquática, elas “consistem em um método de disposição de sedimentos. Cria-se uma área submersa em um local seguro, com pouca correnteza e distante da praia, onde são confinados sedimentos que antes estavam dispostos na corrente marinha.”

O portal, sem autoria aparente ou referência destacada à empresa responsável pela dragagem do canal, também informa: “No Canal de Piaçaguera, na Baixada Santista, o capeamento (fechamento) da cava, realizado em 2020, concluiu um trabalho de limpeza do canal, com a retirada do material contaminante do leito e, posteriormente, com a disposição segura do mesmo, em conformidade com a legislação ambiental”.

São pelo menos 3 cavas:

Cubatão: Largo do Casqueiro (atual)

Cubatão: Largo do Cubatão (aprovada)

Santos: Largo do Caneu (aprovada)

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, conselheiro da Casa do Povo, CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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