‘Governo implodiu mesa de negociação, indignação dos servidores é geral’, diz presidente do Fonacate

Com informações da Hora do Povo

O presidente do Fórum Nacional das Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), Rudinei Marques, afirmou que, com a implosão das mesas de negociação e diálogo com os servidores no governo Bolsonaro, há ânimo e insatisfação suficiente para que a categoria mobilize uma greve geral nas próximas semanas, em defesa do reajuste salarial.

“Havia um histórico de negociação, uma mesa permanente de negociação, que vinham desde o primeiro governo Lula até o presidente Temer, mesas instaladas que recebiam, ouviam e acolhiam as demandas da categoria, dando respostas nem sempre satisfatórias, mas pelo menos uma resposta. Estas mesas de negociação foram implodidas no governo Bolsonaro, e não temos mais este canal de diálogo com o Ministério da Economia”, disse Rudinei em entrevista ao Congresso em Foco.

O reajuste da inflação para 2022 foi prometido apenas para as categorias da segurança pública como aceno de Bolsonaro em busca de fortalecer sua influência entre os policiais para as eleições deste ano. “As demais categorias estão à deriva no processo de construção dialógica”, denunciou Rudinei.

“A gente enxerga os policiais como trabalhadores, e disputam pela reposição de perdas como os demais servidores. É válido que eles tenham esse aceno do governo – o que não é admissível é que outros 1,060 milhão de servidores sejam esquecidos. Defendemos os reajustes dos policiais, mas para os demais servidores também”, afirmou o presidente do Fonacate.

“Estamos trabalhando com os demais servidores, baseado na última reposição que houve com a maior parte do funcionalismo, em janeiro de 2017. Até aqui a gente já tem um acumulado de 27,2%, e a única possibilidade que temos possível é esperando o governo dizer o que é possível. Apresentamos esse percentual e agora iremos esperar o governo”, explicou Rudinei. (+479 palavras, Hora do Povo)

Foto: Divulgação
“Há clima para greve geral. Tem um sentimento que é mais do que de insatisfação, eu diria até de indignação que cresceu da segunda metade de dezembro para cá, visivelmente.”

Rudinei Marques, presidente do Fonacate

O ato dos servidores em 18.1.2022

A chamada e o movimento na porta do Banco Central você também confere na Hora do Povo.

“Se não tem diálogo, tem paralisação.” (Fabio Fayad, do Sinal)

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, conselheiro da CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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