Evolução do produto nacional

A Economia Herética, de Emerson de Souza, fez uma interessante apresentação de 5 minutos sobre a produção média do trabalhador brasileiro nos últimos 60 anos.

Após fixar os conceitos pertinentes, Economia Herética destaca as curvas de crescimento do produto e populacional. Em regra, não se vê o equivalente monetário do trabalho descolar do linear aumento da quantidade de trabalhadores.

Já é bem sabido que, até 1980, o PIB brasileiro superava o chinês, não obstante o país asiático ser muito mais populoso. Hoje a China tem PIB per capita superior ao Brasil. Mas não só eles ganharam posição: como informa Emerson, se em 1960 o Brasil estava à frente da Argentina e do México, hoje ficou atrás de países como Turquia, Montenegro e Cuba. Não só faltou absorver a moderna técnica nestas terras tropicais como muito do que já era feito no Brasil passou a ser importado, são algumas das razões da estagnação do ganho médio. Médio, por a concentração de renda fez com que a maioria dos brasileiros aproveitassem muito menos que uns poucos cuja curva foi exclusivamente favorável.

Em sua didática, o produtor separa o período em quatro fases, mostrando que a essência do avanço se fez até 1980, quando ainda eram sentidos os efeitos da “era Vargas” e da ideologia nacional-desenvolvimentista.

O assistente atento verá contradição entre a aderência das curvas do gráfico inicial e a informação atribuída ao Banco Central, de os valores do PIB per capita a preços de 2020 terem crescido 3 vezes. Com mais estudos, a informação poderá ser esclarecida. Mas nem por isso os elementos essenciais do arrasto nacional advindo da adoção do modelo rentístico-dependente, a partir da década perdida, ante o crescimento positivo do período anterior, são menos evidentes no vídeo.

“Distribuir informação é distribuir poder.”

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, conselheiro da Casa do Povo, CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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