Janusz Korczak: Escritor, Mártir, Pedagogo

CONFERÊNCIA SOBRE JANUSZ KORCZAK

José Aron Sendacz (1967)

“Louvada seja a memória daquele que consagrou o nome de Deus, não apenas através de sua morte, mas também e principalmente através de sua vida.”

Estas palavras foram ditas por SCHOLEM ASH, o maior de nossos escritores modernos, sobre JANUSZ KORCZAK, o mais profundo conhecedor da nossa criança.

É quase rotina, ao falarmos de JANUSZ KORCZAK, lembrar a sua morte heroica.

Quando no ano de 1942 os nazis resolveram acabar com a infância judia no Gueto de Varsóvia, viu-se pelas ruas da capital da Polônia, um longo cortejo de crianças que se dirigiam ao “Umshlagplatz”, de onde seriam enviadas às câmaras de gás de Maldanek. Entre elas marchavam as crianças do Instituto de Educação de JANUSZ KORACZAK. KORCZAK marchava à frente. Trazia uma criança doente nos braços e pela mão outra criança. De cabeça erguida, como se fosse a um passeio, KORCZAK dirigia o cortejo.

Quando no último instante um oficial da gestapo trouxe uma ordem para libertá-lo, KORCZAK cuspiu-lhe na cara e foi o primeiro a entrar no vagão que os levou a todos aos fornos crematórios.

Este detalhe, este quadro maravilhoso e horrendo do fim de uma das mais belas figuras de uma geração, não passa de um detalhe, um pequeno detalhe na vida de JANUSZ KORCZAK.

Porque não foi através de sua morte martiriológica, mas sim através de sua herócia vida, de seu maravilhoso trabalho, que KORCZAK consagrou a grandeza do homem.

Seu verdadeiro nome era HENRIK GOLDSZIDT. Pediatra de profissão, filho de tradicional família de judeus ricos assimilados, ele preferiu viver no bairro mais pobre da antiga Varsóvia.

Lá, nas ruas onde habitavam os que viviam na mais extrema miséria, é que ele recolhia as crianças para o seu Instituto. Eram crianças abandonadas, crianças sem lar, sem moral, sem qualquer apego à tradições, a costumes específicos. Procurou dar a estas crianças um pouco de ternura, um pouco de carinho, um pouco de educação, um pouco daquilo que cada geração é obrigada a dar à infância.

E ele foi um pai, um mestre e educador para centenas e centenas de crianças judias.

Uns o chamavam de “médico santo”, outros de “médico louco”.

Para as pessoas de seu ambiente, do ambiente do qual ele provinha, era considerado louco.

De que outra maneira podia se encarar neste meio de ganância, de ambições pessoais, de egoísmo, a uma pessoa que era humanista ao extremo, um idealista invulgar? Deque outra maneira podia se encarar uma pessoa que abandonou o lar, o comodismo, a fortuna e a carreira, para viver exclusivamente para a criança, para dar à criança sem reservas, toda sua capacidade, todos os seus conhecimentos, dedicar todas as suas ambições, seu cérebro privilegiado e suas energias?

Para a criança, para a criança judia abandonada, para a criança que vivia na miséria e para todos aqueles que tinham bastante compreensão e sentimento para apreciar e dar valor à obra de JANUSZ KORCZAK, para este, ele era um “médico santo”.

Começou sua vida profissional como pediatra, mas já então não se satisfazia em apenas constatar o diagnóstico, em apenas receitar um medicamento. Procurou ao mesmo tempo, dar à criança um pouco de alegria, um pouco de ternura. Contam que frequentemente após a consulta e o exame da criança, costumava sentar-se ao lado da caminha e contar histórias, brincva com a criança, esquecendo-se de seus outros afazeres.

Talvez seja esta a razão pela qual o denominavam “médico louco”.

Mas cedo chegou à conclusão de que tratar de problemas biológicos e físicos da criança não era sua vocação. A sociedade estava doente, principalmente em relação à criança. Reinava uma incompreensão alarmate entre pais e filhos, entre os educadores e o objeto da educação.

Sentiu que todo o sistema educacional do seu tempo estava errado, estava de cabeça para baixo. Ao invés do educador se aprofundar na alma da criança, estudar sua psicologia, seus sentimentos, suas ambições, seus desejos, procurava-se arrancá-la de seu mundo e torná-la adulta antes do tempo. Ao invés de adaptar a educação à criança, procurava-se adaptar a criança às normasde educação em que os adultos estabeleceram sem levar em consideração, suficientemente, a psicologia infantil.

JANUSZ KORCZAK não considerava a infância como sendo um prólogo à vida posterior de adulto, mas sim como uma fase independente da vida humana, que possui sua própria beleza e grandeza. E como tal, exige ela muito mais compreensão, um tratamento muito mais sério do que aquele que estabeleceram os educadores e os pais de sua geração.

Procurou explicar suas teorias educacionais através de uma série de contos e novelas psicológicas, bem como através de estudos e ensaios publicados em vários volumes.

Não eram histórias para crianças. Eram histórias de crianças para adultos, para que os adultos compreendessem melhor a psicologia infantil, para que os adultos conhecessem melhor o multicolorido mundo infantil, para que os adultos suspendessem a pressão perniciosa sobre o livre desenvolvimento da personalidade infantil.

Criou todo um esquema de teorias educacionais. Teorias que revolucionaram o então praticado sistema educacional.

Nem todas as teorias por ele apresentadas podiam ser aplicadas. Umas não eram suficientemente práticas, outras foram superadas posteriormente. Mas KORCZAK mesmo não as considerava como definitivas.

“Hoje – dizia ele – sabemos mais do que ontem. Amanhã saberemos mais do que hoje.”

Mas JANUSZ KORCZAK não foi apenas um homem de teorias. Ele mesmo as punha em prática.

Fundou em Varsóvia um maravilhoso Instituto de Educação, na Rua Korchmalna, 92, no bairro mais pobre da antiga capital da Polônia, e lá abrigou crianças abandonadas, crianças sem pais ou de pais separados e como num laboratório, realizou suas experiências educacionais.

Centenas e centenas de crianças de rua, crianças sem pais ou de pais que viviam na mais extrema miséria, saíram deste Instituto homens honrados e trabalhadores. Milhares e milhares de crianças obtiveram sob sua orientação uma educação sadia e eficiente.

Com razão JANUSZ KORCZAK é considerado como sendo o pai espiritual de uma geração de educadores, que como ele aprenderam a arte de modelar a mente e o caráter infantil.

A grandeza de KORCZAK consistia em seu esforço permanente de compreender a criança, reconhecê-la, levar em consideração as suas opiniões, o seu ego.

A criança tem personalidade própria, a qual nunca devemos negar. A negação, a tendência de não levar em conta a personalidade infantil, tem uma influência perniciosa sobre a formação de seu caráter, a ofende e degrada, atinge sua sensibilidade.

Ao destruir uma casa, ou uma torre que a criança construiu com muito esforço e imaginação, não há menos brutalidade do que ao destruir uma casa verdadeira. Destruir um jardim ou pomar que a criança plantou com palitos de fósforos, é para KORCZAK um ato bárbaro, que causa à criança aborrecimento, desencoraja e a ensina a ser injusta.

KORSZAK exige o máximo de respeito e compreensão pela criança.

A sua idealização da criança era talvez bastante exagerada. Mas KORCZAK via na criança um ser fraco, que por sua fraqueza física, estava sujeita aos caprichos do adulto. Caprichos que não levavam em consideração seus sentimentos, seu modo de compreender as coisas, suas vontades, seus desejos.

A criança para ele, era uma vítima em nossa sociedade, subjugada aos adultos, sem capacidade para lhes resistir. E quando contra ela é cometida uma injustiça e a criança chora, quase não levamos em consideração suas lágrimas; “Deixa que chore, não vai lhe acontecer nada.”

KORCZAK exigia respeito pelas lágrimas da criança, respeito pelos seus fracassos. As lágrimas da criança são a expressão de sua revolta e de sua frustração, e nós temos que levá-las a sério.

Devemos ser justos com a criança, para que ela não se sinta discriminada.

“Quando o pai derruba um copo de chá na toalha, a mãe não diz nada, mas comigo todo mundo grita.”

A criança sente uma injustiça muito mais profundamente do que o adulto, e este sentimento provoca a revolta.

E da mesma forma que muitas vezes os pais encaram com leviandade as lágrimas da criança, também não aturam as suas gargalhadas, o seu tumulto.

Se nós sentimos dor de cabeça, ou temos as nossas preocupações, a criança deve se conservar em silêncio. Se os vizinhos dormem, proibimos as crianças de tumultuar.

“E o que deve fazer a criança” – pergunta KORCZAK – “com toda a reserva de suas energias? De que forma ela deve manifestar estas energias? Onde deve ela extravasar toda a carga de energia que vibra em sua garganta, em seus pulmões, em seu ânimo, em sua alma?”

“Deixem a criança correr livremente no campo ou no jardim, e verão que ao invés de um tumulto, se produzirá um alegre zum-zum de pássaros humanos.”

KORCZAK começou como médico, e em sua missão de mestre e educador, continuou a técnica que aprendeu na medicina. Como médico procura aliviar o sofrimento físico da criança, o educador deve procurar aliviar o sofrimento mental que o processo educacional causa à criança. Isto requer que a criança resigne de certas vocações, de certas liberdades, limita a expressão de sua personalidade.

A criança não aceira com facilidade este processo, sofre com ele. E a tarefa do educador é auxiliá-la aliviando este processo.

Para poder executar a sua tarefa, KORCZAK compreendeu que como médico, antes de mais nada ele deveria conseguir a confiança da criança. Destruir o muro que forçosamente se entrepõe entre o médico e a criança, entre o educador e a criança, como em geral entre o adulto e a criança.

Este muro, esta desconfiança, para KORCZAK era exclusivamente o resultado da incompreensão e do falso tratamento que os adultos dedicam à infância.

A infância não é um prólogo, não é um período de transição para a vida adulta.

A infância é um período independente na vida humana, cheia de beleza própria e profundidade.

O fata de a criança ter menos experiência, não significa que ela é menos inteligente, menos esperta do que o adulto. Não significa que ela é menos perfeita. Porque se temos imperfeição, a encontraremos entre o s adultos, na mesma proporção do que entre as crianças.

Não devemos procurar fazer de nossa criança, um adulto antes do tempo. Devemos deixá-la ser criança, respeitá-la como criança, procurar compreendê-la como criança e tratá-la como criança, no bom sentido da palavra.

Ao adulto não cabe o direito de atrapalhar, de procurar desnecessariamente se intrometer na vida da criança, impor-se a ela com suas ordens, com seu tratamento pro vezes brutal, só porque a criança é fisicamente mais fraca e economicamente dependente.

Devemos dar à criança a oportunidade de viver a sua própria vida, convencer-se na base de suas próprias experiências e não devemos soterrá-las com ordens que a criança, muitas vezes, encara como maldade nossa e provocam nela uma reação.

Isto não quer dizer que o adulto, que o educador deve sujeitar-se a todos os caprichos da criança, que deixar-se aterrorizar por ela. Com todo amor que se nutre pela criança, deve-se estabelecer uma disciplina; a criança tem que se acostumar ao máximo de deveres, de responsabilidades, de auto-controle.

O educador de nenhuma forma pode se transformar num jogueta às mãos da criança. Certas vezes, o educador é obrigado a agir com firmeza e severidade. “O amor pela criança” – disse KORCZAK – “exige que a tratemos com firmeza.”

JANUSZ KORCZAK sentia que a educação é limitada em suas possibilidades. Nem sempre ela possui os meios para resolver certos problemas. Há casos nos quais o educador se vê desorientado.

Existem crianças com vocações destrutivas, caracteres perversos, e o educador pouco pode conseguir com elas. Mas mesmo neste caso a função do educador é aplainar estas vocações, diminuir a agressividade e desenvolver as boas qualidades, que em maior ou menor grau, toda criança possui.

E JANUSZ KORCZAK formula da seguinte maneira:

“Eu posso criar uma tradição pela verdade, pela ordem, pela laboriosidade, pela honestidade, pela sinceridade. Mas não conseguirei transformar a criança naquilo que ela não é. O eucalipto continuará eucalipto e o pinheiro continuará pinheiro. Eu posso acordar aquilo que cochila na alma infantil. Criar algo novo nesse sentido é difícil.”

“Entre crianças” – diz KORCZAK em sua obra “Como Amar a Criança” – “existem tantos homens maus, quanto existem entre os adultos, e encontrarás entre elas representantes de todos os tipos humanos. Porque as crianças imitam a vida dos adultos, seguem as ambições do ambiente no qual elas foram criadas.”

Em seu Instituto de Educação, KORCZAK teve muitas dessas crianças más, crianças perante as quais ele mesmo, o profundo conhecedor e idealista, se achava desorientado. Mas mesmo essas crianças eram por KORCZAK aproveitadas para fins educacionais. Elas constituíam um elemento importante para a educação do coletivo. Elas tinham uma influência positiva de conservar as outras crianças sempre vigilantes, sempre prontas para se defenderem.

KORCZAK argumenta da seguinte forma:

“O mundo, a sociedade na qual as crianças vão precisar mais tarde viver e atuar, está longe de ser uma sociedade justa e ideal. Não temos pois o direito de pretender que a sociedade infantil o seja. Este elemento “destrutivo”, dá a essa sociedade o necessário de uma sociedade real. Ensina às crianças a sempre se cuidar, a se defender dos perigos que as espreitam!”

Será que KORCZAK previu as nuvens de ódio que iam se acumulando nos céus dos judeus da Europa? Será que ele previu os dias atormentados que seus educandos teriam que passar?

JANUSZ KORCZAK era ídolo dos intelectuais da antiga Varsóvia. Era estimado como escritor, como professor, como conferencista e principalmente como pedagogo, como profundo conhecedor da maravilhosa, mas tão complicada, alma infantil.

Afora sua obra principal, que foi o Lar dos Órfãos, da rua Krochmalna, 92, o Instituto ao qual ele dedicou toda a sua energia e saber, KORCZAK ainda formou, a convite do governo polonês, um grande Instituto de Educação em Pruszkov, perto de Varsóvia, o qual ficou sob sua orientação.

KORCZAK amava a criança, a criança era o seu ideal. Qualquer menosprezo por ela, o ofendia.

Para KORCZAK, a criança é mais inteligente que o adulto. A criança quer entender tudo, o adulto apenas aquilo que lhe é necessário. A criança tem sede de saber, tem ambição intelectual, em o sentido da curiosidade para com a vida. O adulto, geralmente, se limita a seu círculo de interesses. Raramente um adulto perguntará como é que se faz um fósforo, ou como funciona um rádio, embora diariamente lide com isso. Mas a criança não para de perguntar. Pergunta porque é inteligente. Pergunta porque quer saber, porque a ignorância a preocupa.

KORCZAK acha que a criança é um ser que assimila bastante. Compreende bem as suas necessidades, suas dificuldades, suas falhas, os fracassos de sua própria vida. KORCZAK exige então o máximo de compreensão para com a criança, exige tato, exige colaboração e um tratamento para que se consiga a confiança da criança.

“Tolos entre as crianças” – diz KORCZAK – “existem nem mais nem menos do que na sociedade dos adultos.”

KORCZAK fala com amargura sobre a teoria da que expõe a criança com um ser psiquicamente inferior, como cidadão de segunda categoria. Sobre a teoria de que com o adulto reagem sempre motivos lógicos e na criança predominam os impulsos instintivos. Que o adulto tem um caráter estabelecido, uma consciência moral fixa, enquanto a criança constitui um polo de desejos impulsivos.

KORCZAK demonstra que a criança, muitas vezes mais do que o adulto, tem o senso de responsabilidade, de equilíbrio, nela predomina o sentimento de amizade, de camaradagem, tem o sentimento da ordem, pela justiça, tem o respeito, tem o tato no tratamento com as pessoas e de forma nenhuma pode ser considerada como ser de categoria inferior.

A criança, muitas vezes, sente-se entre nós como um estranho, como um incompreendido, que depende de nossa hospitalidade. E esta hospitalidade nem sempre deixa a criança a vontade, sentir-se como concidadão do nosso planeta. A todo passo nós a deixamos sentir sua inferioridade e sua dependência. Queremos adaptá-la a nossas normas de vida e não levamos em consideração os seus próprios sentimentos, seus desejos. E, quando a criança não se adapta com facilidade, estrilamos com ela, a criticamos, entramos em conflito com ela.

“Em geral” – acha KORCZAK – “exigimos da criança gratidão demais, respeito demais pela nossa autoridade. Somos demasiado severos, demasiado brutos no tratamento com elas, fazemos críticas demais e em todas as oportunidades, lhes causamos sofrimento e lágrimas.”

JANUSZ KORCZAK critica com as palavras mais ásperas os adultos que procuram o máximo de perfeição na criança:

“Impomos demais nas costas frágeis de uma criança. Os nossos próprios fracassos e erros, que queremos ver recompensados nela.

Nós mesmos já resignamos, já desistimos de nossas ambições a algo superior, a algo mais belo, mas exigimos isso de nossos filhos.

Sobre nós mesmos, há tempo já perdemos o controle, mas ao nosso filho, controlamos todos os passos.”

Inculpamos a criança demasiadamente. Se ela não quer alguma coisa, se esquece, se não entende, se erra, sempre lhe impomos a culpa e se ela nos atende, achamos que é ligeira demais ou vagarosa demais, e quando já está tudo bem, aproveitamos a nova oportunidade de magoá-la:

“Vê, querendo você sabe.”

E KORCZAK critica este tratamento:

“Sempre encontramos alguma coisa para jogar-lhe na cara. Sempre exigimos da criança mais do que ela pode nos dar.

Nunca recuamos de boa vontade. Nunca reconhecemos o nosso erro perante a criança. Não evitamos os conflitos, os choques. Não facilitamos a cooperação, a compreensão, a amizade. Somos as vezes teimosos e tolos, mais e ironizantes.”

Todo o sistema educacional de JANUSZ KORCZAK estava baseado na compreensão humanitária da criança.

Nesta compreensão KORCZAK era coerente, mesmo quando parecia ser tolerante demais.

KORCZAK achava que devemos deixar a criança errar. Não devemos a todo, evitar qualquer ação errada da criança. Devemos ter em mente, que nem sempre estaremos com ela, nem sempre ela poderá contar com nosso auxílio.

Por isso, acha KORCZAK, que a criança deve se fortalecer nos conflitos de sua própria consciência, sendo que a sua moral se firmará e se fortificará nestes conflitos.

O seu ponto de vista é que a criança tem o direito, de vez em quando, de mentir, de enganar e às vezes até mesmo de furtar.  Devemos estar vigilantes, apenas, para que isso não se transforme em vício.

“Se a criança” – diz KORCZAK em tom humorístico – “nunca teve a oportunidade de surrupiar as passas do bolo e comê-las as escondidas, ela dificilmente será honesta quando crescer.”

Honestidade é um sentimento que deve se desenvolver na prórpria criança. A criança deve chegar a ela, por sua própria experiência.

A criança deve ter liberdade de errar e se corrigir por si mesma. Isto exige que o educador tenha uma tolerância ampla e compreensiva. Que possibilite à criança se expressar livremente com sua brincadeira, com sua travessura e mesmo com sua maldade ou falsidade.

Quando os pais percebem que o filho mente, costumam enervar-se. Mas KORCZAK aconselha o contrário. Não enervar-se, mas sim procurar as causas que levam a criança a mentir. Na maioria dos casos os próprios pais são os culpados.

A criança mente quando teme o castigo ou quando pensa que sua mentira não será descoberta.

A criança mente quando sente vergonha. A criança mente quando queremos obrigá-la a dizer a verdade e ela não quer ou não pode nos contar a verdade.

A criança mente quando acha que ela tem razão.

Não podemos, nem devemos exigir da criança que fale sempre a verdade, que sempre nos conte tudo.

Certas vezes a criança tem o direito e a necessidade de guardar segredo. As vezes são sentimentos íntimos, ações duvidosas, conflitos de consciência e nem sempre ela pode compartilhar conosco os seus pensamentos.

KORCZAK exige por isso o máximo de respeito pelos segredos da criança.

“Se a criança lhe confia um segredo, fique satisfeito” – diz KORCZAK. “Porque a confiança é o maior reconhecimento para o educador, é o seu verdadeiro diploma. Mas não a obrigue a isso. Não a pressione nem com rogos, nem com falsidade, nem com ameaças. Esses meios não são dignos. Não aproximam a criança. Ao contrário, afastam-na de ti.”

JANUSZ KORCZAK não apreciava muito os assim chamados “pedagogos competentes”.

“Quando eu preciso de bons educadores” – gracejava ele – “procuro-os em toda parte, menos nos seminários.”

Para KORCZAK, um bom educador não é aquele que leu mais livros sobre pedagodia, ou que assistiu mais aulas sobre psicologia infantil. A principal qualidade de um educador, para KORCZAK, consistia no grau de compreensão que o mesmo tinha para com a criança e da forma como utilizava esta compreensão.

Para KORCZAK, a tarefa do educador é limitada. Ele não deve intervir diretamente na vida da criança. Deve observá-la e auxiliá-la a viver sua própria vida.

Naturalmente existem casos quando o educador é obrigado a intervir. Durante um conflito, por exemplo, ou quando a ação da criança prejudica os outros. Mas normalmente a sua tarefa deve ser a de auxiliar.

KORCZAK aconselhava o educador a não tomar para si o papel de um frustrador, de um carrasco a soldo dos adultos, que sufoca as poucas liberdades que restam à criança, seus costumes, sua originalidade.

Na luta entre um adulto e a criança, e esta luta existe, o educador deve tomar o partido do mais fraco. A criança deve sentir nele um aliado.

Porque a verdadeira tarefa de um educador na nossa sociedade, é ser o defensor e o batalhador pelos direitos da criança.

Na maioria dos conflitos entre a criança e o adulto, este não tem razão. E mesmo quando tem, devemos ter o cuidado de não exagerar na culpabilidade da criança.

 A criança é sensível a qualquer injustiça, a qualquer falsidade por parte do adulto. Isso a faz perder a confiança.

A diferença entre o bom e o mau educador, para KORCZAK, consiste no seguinte: “Erros e injustiças, ambos cometem. A diferença está na quantidade de erros cometidos e injustiças causadas. O bom educador reconhece seus erros e corrige as injustiças. O mau educador responsabiliza as crianças pelos erros e injustiças que ele comete.”

JANUSZ KORCZAK achava que, para lidar com uma criança não devemos nos rebaixar, mas sim elevar. Elevar-se ao seu modo de pensar, ao seu modo de compreender, ao seu modo de encarar os problemas.

“O que é um bom educador?” – costumava perguntar – “Um educador é uma criança crescida, que tem mais experiência, que leu mais livros, que viajou mais, que viu mais. Mas isso não lhe dá o direito de se expor perante a criança como um sabe-tudo, não lhe dá o direito de ser orgulhoso. Existem coisas que a criança sabe mais e nas quais é mais competente que o educador.”

Por exemplo, a criança sabe assobiar mais alto, correr mais ligeiro, brincar melhor. Para a criança, essas coisas são importantes. Custam-lhe bastante energia, bastante imaginação, para aprender e aperfeiçoá-las.

Um dos auxilares de KORCZAK, conta em suas memórias que ainda quando estudante, ofereceu-se para trabalhar no seu Instituto. KORCZAK examinou-o e no meio da conversa perguntou: “Em que matéria você é o pior aluno?”. O candidato perdeu-se um pouco, mas logo, recuperando a serenidade, respondeu: “Em matemática”. “Então” – disse KORCZAK – “ensinarás às crianças matemática”.

Não era brincadeira sua. KORCZAK teve a intenção certa. Ele detestava a rotina. Não admitia que o professor chegue a aula sossegadamente e compartilhe com os alunos aquilo que sabe.

Quando o professor não conhece suficientemente a matéria, ele é obrigado a preparar-se para a aula, é obrigado a estudar e repisar a matéria e só desta forma consegue produzir e obter bons resultados.

Um dos princípios da educação para KORCZAK era não procurar adaptar as crianças ao método da educação, mas o contrário: adaptar os métodos à criança.

O educador tem que estar sempre lembrado, de que no centro de todo o sistema educacional, está a criança. Que o principal é preservar a personalidade da criança, não violar seus direitos, não ofender seus sentimentos, porque isso prejudica seu caráter e consequentemente a sociedade.

Em sua ambição de querer saber tudo, compreender tudo, a criança não para de perguntar. Estas perguntas não representam para ela uma brincadeira, um passatempo, mas uma necessidade. Mais do que o adulto, a criança tem sede de saber, quer sempre alargar os seus horizontes.

Para satisfazer esta sua sede de saber, a criança procura geralmente os pais, mas encontra muitas vezes incompreensão, uma má vontade por parte dos mesmos, e a resposta é: “não amole com estas bobagens”, ou  o equivalente.

Para a criança, isto não são bobagens. São coisas sérias, que os adultos apenas não avaliam suficientemente.

KORCZAK nos conta um episódio na sua novela psicológica “Quando Eu For Pequeno Novamente”:

“Em criança sonhava com tudo aquilo que ele iria fazer quando ficasse grande. O que iria arrumar para sua casa. O que compraria para a mãe, para o pai. Para a casa ele arrumaria um cachorrinho e um gato. Compraria uma fita vermelha … e aí fica em dúvida, e pergunta para a mãe:

  • Mãe, uma fita vermelha fica melhor para um gato ou para um cachorrinho?

E a mãe responde:

  • Já rasgastes de novo as calças?

O pai está sentado numa poltrona lendo o jornal. Descansa os pés num banquinho. E o menino pergunta:

  • Papai, os adultos precisam por os pés num banquinho quando leem jornal?

E o pai responde:

  • As crianças precisam trazer boas notas da escola e não ficar de castigo.

Desde então a criança não perguntou mais nada. Quando tinha alguma dúvida, procurava esclarecê-la por si mesma.”

Com todo o seu amor e dedicação que os pais tem pela criança, não sentem como ofendem, como humilham a criança, como atingem a sua sensibilidade, como a afastam de si com respostas como estas.

E KORCZAK adverte os pais sobre as consequências de sua impaciência.

Uma criança não esquece com facilidade a ofensa, a humilhação à qual é submetida. Esta se grava em sua memória e influi no seu caráter.

JANUSZ KORCZAK, como ex-pediatra, usava na educação a mesma técnica de examinar, a mesma disciplina de raciocínio científico, que aprendeu na medicina.

O médico baseia-se em sintomas e o educador também. Mas da mesma forma que não teria sentido o médico se enervar quando descobre uma doença na criança, não tem sentido o educador ou o pai, perder a paciência quando descobre uma debilidade, uma doença moral ou mesmo uma certa perversidade de caráter na criança. Não deve se enervar, não deve estrilar, nem castigar a criança, mas sim, investigar as causas da doença e procurar e adaptar os meios de curá-la.

E mesmo que os meios aplicados não deem o resultado esperado, também não é motivo para perder a paciência ou desesperar-se. Deve-se continuar procurando e experimentando novos meios.

“Um pequeno detalhe, o mais insignificante,” – costumava dizer KORCZAK – “aponta as vezes uma lei natural importantíssima.”

“Como médico e como educador, não reconheço insignificâncias. Estudo com atenção, mesmo aquilo que parece casual e sem valor. O mais insignificante acontecimento, derruba as vezes o mais forte regime. O microscópio descobre num pingo d’água, uma epidemia, que esvazia cidades.

Graças à medicina, aprendi a juntar todos os detalhes e pormenores, e os mais contraditórios sintomas, num quadro lógico de reconhecimento. Enriquecido com a experiência sobre as fortes leis naturais e o pensamento pesquisador, encontro-me diante do desconhecido: a criança.”

JANUSZ KORCZAK, o mais obstinado observador e admirador da criança, o seu amigo profundamente humano e idealista, o mais compreensivo conhecedor da alma infantil, ainda considerava que a criança, a sua psicologia, constitui para nós um mistério.

Conhecer a fundo a criança era o seu ideal, o seu principal objetivo. Mas não como um ideal por si, mas sim como um meio, um meio para aperfeiçoar os seus métodos de educação, um meio de ser útil à criança, auxiliá-la no difícil processo de adaptação que a educação lhe impõe. Aliviar ou evitar muitas mágoas e lágrimas desnecessárias.

Pelas inúmeras obras que publicou e por todas as conferências e aulas que pronunciou, teve por objetivo principal conseguir o máximo de boa vontade e compreensão para com a criança. Contra influenciar o menosprezo e a desconsideração por parte do adulto, que encara a criança como um ser inferior.

Mas nem os inúmeros livros que escreveu, nem as concepções filosófico-educacionais que criou, constituem a obra principal de KORCZAK.

A obra principal de JANUSZ KORCZAK era ‘Korchmalna 92”, era o exemplar Lar de Órfãos que ele construiu e dirigiu nos últimos 30 anos de sua vida, na antiga Varsóvia.

Krochmalna 92 não era um Instituto de Educação, nos termos que estamos acostumados a pensar. Um Instituto bom, um Instituto excelente. Era algo mais, algo diferente. Era um Instituto Modelo, que talvez não tenha similar em parte alguma.

Krochmalna 92 era a República mais original do mundo. Era uma República de crianças. Uma República com Parlamento, com Carta Constitucional, com Fórum e com Juízes, com jornal próprio e com uma série de instituições altamente democráticas, no melhor sentido da palavra. Uma República onde tudo era dirigido por crianças, com o auxílio, naturalmente, e com orientação dos educadores. Uma República onde os cidadãos viviam e atuavam livremente, sem pressão, sem ameaças, mas nos mais rígidos limites da disciplina, da ordem, da amizade, do coleguismo e do auto-controle.

E JANUSZ KORCZAK foi o Presidente oficioso desta República.

A rua Krochmalna pertencia ao bairro mais pobre da antiga Varsóvia. Era uma das ruas onde reinava a extrema miséria. Mas Krochmalna 92 constituía um ponto de luz, um recanto de felicidade e beleza, de idealismo, de relações profundamente humanísticas. Krochmalna 92, era a expressão do espírito criativo, da ilimitada bondade, da mais leal fraternidade, do imensurável amor pelo gênero humano, pelo homem na sua fase mais tenra, a infância.

Krochmalna 92 era uma Meca, um santuário para onde se dirigiam professores, educadores, pedagogos de toda parte, à procura de conselhos, em busca de experiência, em admiração pelo homem e pela obra mais suntuosa, pela mais magnífica e maravilhosa criação, de que o cérebro e a bondade humanos são capazes.

JANUSZ KORCZAK fundou este Instituto em 1912 e a ele dedicou o resto de sua vida, até 1942, quando foi enviado a Maidanek.

A este Instituto de Educação dedicou os últimos trinta anos de sua vida. Seus dias, suas noites, suas ambições, seus sonhos, seus conhecimentos, sua fortuna, seus honorários como escritor e professor universitário, seu espírito criativo, seus sentimentos, tudo, tudo o que possuia, deu ao Instituto de Educação da Korchmalna, 92, que era ao mesmo tempo uma República das Crianças e um laboratório onde se observava, onde se pesquisava, onde se estudava e se faziam experiências para conhecer melhor e ajudar ao belo e colorido, mas ainda em grande parte misterioso, mundo infantil.

No seu Instituto prestava-se a máxima atenção à preservação dos direitos, da liberdade e do respeito à criança.

Não aquela liberdade ilimitada que pregavam Jean Jacques Rousseau, Tolstoi e outros. Mas uma liberdade firmemente correlacionada com a disciplina, com deveres.

Era muito heterogênia a família Korczakiana que vivia no Instituto.

Eram crianças que provinham de muitos ambientes, de ambientes contraditórios.

Havia os que provinham de lares destruídos pela morte ou separação dos pais, e havia os que provinham das ruas, onde se criavam abandonados. Estas eram crianças sem tradições, sem sentimentalismos, sem nostalgia do lar. Eram dominadas pela amargura, pela inveja, pela suspeita. Crianças que nunca choravam, porque suas lágrimas nunca influenciaram ninguém. Estavam acostumadas a conseguir o que queriam pela audácia, pela força, e quando não conseguiam, resignavam.

E entre estas crianças, tão heterogêneas, era necessário criar um ambiente social, criar uma família. Adaptá-las a uma rígida e disciplinada vida coletiva.

Isto não era tarefa fácil.

E somente a paciência, a compreensão, o amor, o idealismo, o tato e a perseverança de um JANUSZ KORCZAK podia consegui-lo.

A ordem no Instituto era baseada na auto-direção.

Os dois órgãos dirigentes principais eram o Parlamento e o Fórum.

Ambos eram constituidos democraticamente por eleições diretas. Todos podiam ser candidatos. Bastava estar alfabetizado e não ter contra si nenhum processo por roubo ou chantagem.

O Parlamento regia-se por uma Carta Constitucional, e o Fórum por um Código Penal, compostos por KORCZAK. O Código Penal, que continha catorze capítulos e quase cem parágrafos, baseava-se principalmente no perdão e no estímulo ao melhoramento.

Todos que habitavam ou atuavam no Instituto estavam sujeitos ao mesmo código e às mesmas penalidades. Todos, as crianças, o pessoal administrativo, os educadores e até o próprio KORCZAK.

E mais de uma vez, KORCZAK encontrou-se perante a Corte desses minúsculos juízes.

A tarefa do educador no Instituto era bastante limitada. Ele não podia se intrometer diretamente na vida da criança. Sua tarefa era orientar e auxiliar as crianças, para que elas próprias resolvessem seus problemas.

Um dos principais resultados obtidos por KORCZAK com a auto direção foi ter conseguido não só a confiança, mas também a colaboração da criança. A criança passou de um objeto educacional, a educador. Educador que demonstrou bastante compreensão, responsabilidade e boa desincumbência de sua tarefa.

Todo o sistema educacional de JANUSZ KORCZAK baseava-se mais na experiência do que nas fórmulas pedagógicas. Nem todas as suas concepções, nem todas as suas teorias foram conservadas. Muitas não sobreviveram à experiência, outras foram mais tarde superadas.

Mas o seu sistema não era um conjunto de teorias congeladas. KORCZAK mesmo não as considerava como absolutas. Seu trabalho, embora profícuo, embora de resultados excelentes, para KORCZAK eram experiências. Não se cansava de modificar, de readaptar, de melhorar, procurando conseguir o máximo, já que o perfeito é impossível.

A perversidade sanguinária que desencadeou a última guerra mundial, deu cabo desta grande obra. A grande obra Korczakiana.

Quando os nazis ocuparam Varsóvia, expulsaram a JANUSZ KORCZAK e seus educandos do Instituto da rua Krochmalna, 92.

KORCZAK ainda conseguiu uma pequena moradia dentro dos muros do gueto, onde instalou precariamente o Lar dos Órfãos, onde continuou, embora sob novas condições e possibilidades, o seu trabalho educacional.

Mas em agosto de 1942 tudo acabou. Heinrich Himler, de amaldiçoada memória, ordenou o aniquilamento de todas as crianças do Gueto. E as crianças do Instituto de Educação de JANUSZ KORCZAK foram enviadas ao campo da morte, aos crematórios de Maidanek.

E JANUSZ KORCZAK os acompanhou voluntariamente nesta terrível, nesta horrenda excursão.

Voluntariamente, sim! Porque duas vezes KORCZAK teve a oportunidade de se salvar e ambas as vezes recusou as ofertas.

A primeira vez foi logo no começo da guerra, quando a Cruz Vermelha evacuou um grupo de intelectuais judeus. KORCZAK recusou-se a integrar o grupo, a não ser que as crianças de seu Instituto fossem juntas.

A segunda vez foi quando seus educandos foram embarcados ao campo de morte de Maidanek. Sob a pressão dos intelectuais poloneses, os nazistas resolveram libertar a KORCZAK. Mas KORCZAK cuspiu na cara do oficial que trouxe a ordem de soltura e em seguida, com uma criança doente nos braços, embarcou no vagão de carga, destinado ao transporte de crianças aos fornos crematórios.

Este foi o fim de JANUSZ KORCZAK.

Poderia ele continuar a viver?

Poderia ele separar-se daqueles a quem dedicou toda a sua vida?

Poderia ele permanecer indiferente, quando seus educandos eram enviados à morte?

  • Que mundo é este? – perguntou KORCZAK – um mundo das crianças massacradas?

Num mundo de crianças massacradas, a sua vida não teria mais sentido.

De mais a mais, como poderia deixar suas crianças sozinhas com os nazis, numa viagem tão tenebrosa, numa viagem às câmaras de gás.

Não! Ele teve que os acompanhar. E os acompanhou, nesta última excursão.

E assim terminou a vida de uma das mais belas personalidades de nossa geração. E assim foi aniquilado um homem, que ainda em vida, se transformou em lenda. E assim foi estraçalhado um coração, que durante uma longa vida, pulsou pelo bem estar da criança. Assim pereceu um dos mais nobres, dos mais humanísticos batalhadores pelos direitos da nova geração. Assim foi gaseificado e queimado um homem que personificava a lealdade, o idealismo, a bondade, a sinceridade e a mais terna compreensão para os sonhos, para as aspirações, para as alegrias e para as mágoas da criança.

E só nos resta repetir a frase com que iniciei:

“Louvada seja a memória daquele que consagrou o nome de Deus – ou melhor, que consagrou a bondade, a fraternidade, a compreensão humana, não apenas através de sua morte, mas também e principalmente através de sua vida.”

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central e do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

Um comentário em “Janusz Korczak: Escritor, Mártir, Pedagogo

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: