Muitos acadêmicos têm intensificado suas análises nestes períodos em que estão em casa. Parece ser o caso do Professor de Economia da Unicamp, Fernando Nogueira da Costa.
O principal efeito da queda da riqueza é a compressão do consumo e a distribuição de pobreza na cadeia produtiva. Mas destacamos um efeito negativo adicional da perda de valor das ações, que em março por diversas vezes levaram à suspensão das transações: a concentração da riqueza no país em menos mãos – e bolsos!
Outro aspecto interessante é o aumento do número de crianças e jovens adolescentes que sequer têm idade para serem aprendizes já serem proprietários, em média, de riquezas acionárias maiores que aplicadore que trabalharam uma vida inteira.
Os porquês deixemos a cargo do professor, para mais adiante comentarmos.
Em Economia, o chamado Efeito Riqueza é o estímulo da produção e do emprego, causado pelo aumento do consumo, devido a um aumento nos saldos reais de riqueza. Ele ocorreria, particularmente, durante uma deflação.
Essa riqueza real foi definida por Pigou, em 1948, como a soma da oferta monetária e dos títulos de dívida, deflacionados pelo nível de preços. Seu argumento era a Teoria Geral de John Maynard Keynes não especificar uma ligação entre saldos reais e consumo corrente. A inclusão de tal Efeito Riqueza tornaria a economia mais autocorretiva para quedas na demanda agregada. Estava em sua mente uma pressuposta reversão à média.
Na realidade, em deflação, em vez de a queda dos preços fazer os consumidores se sentirem mais ricos e aumentarem os gastos, como sugerido por Pigou, eles tendem a adiar as compras, esperando os preços caírem ainda mais. Um boom da bolsa de valores pode…
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Ótima referência: Fernando Nogueira da Costa é um ponto fora da curva. Parabéns pelo artigo
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