
Poucos conhecem a história do conjunto musical organizado pelo então cabo Seraphim José de Oliveira, integrante do Regimento Sampaio. Formado ainda durante o período de preparação da Força Expedicionária Brasileira, o grupo transformou-se em uma das mais curiosas e emocionantes iniciativas culturais da campanha brasileira na Itália. Quem conta é o Memorial da FEB
Mesmo após o embarque para o front, quando os instrumentos musicais foram substituídos por fuzis, metralhadoras e facas de trincheira, aqueles soldados continuaram compondo sambas, marchas e canções inspiradas na vida e na rotina castrense do combatente brasileiro.
As músicas eram escritas nos raros momentos de descanso, muitas vezes ainda sob o impacto dos combates, e serviam para elevar o moral da tropa. Após a conquista de Monte Castello, por exemplo, o conjunto realizou apresentações que impressionaram inclusive soldados norte-americanos e correspondentes estrangeiros.
Terminada a guerra, os integrantes voltaram a se reunir e, em 1965, reconstituíram aquele histórico espetáculo, registrando em disco parte desse extraordinário patrimônio musical da FEB.
Ouça as músicas e conheça mais da história dos Expedicionários em Ritmos.
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Um comentário em “A Cobra Fumou — e também sambou: o Conjunto Musical Expedicionários em Ritmos”