“O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, afirma o estadista Lula na abertura da Assembleia Geral da ONU

Com informações da Hora do Povo

Fala de Lula representou a voz do Sul Global contra a arrogância de um imperialismo decadente e raivoso. Trump falou em seguida e fez um discurso belicista, prepotente e ridículo.

O presidente Lula fez um discurso de estadista na manhã desta terça-feira (22) na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU e condenou a arrogância imperialista e a corrida aos armamentos, patrocinada pelas potências enfraquecidas, decadentes mas sedentas de poder.

Lula foi praticamente o porta-voz dos demais membros do BRICS, grupo dos principais países do Sul Global, ao denunciar a insistência na unipolaridade anacrônica, defendida pelos EUA. Neste sentido, o discurso de Lula foi o inverso da fala belicista e prepotente do ditador americano Donald Trump, que usou da tribuna logo após o discurso do representante brasileiro.

Lula elogiou a ONU na condenação da escravidão africana pelo colonialismo europeu. “Esta Assembleia corrigiu recentemente distorções históricas. Reconheceu o tráfico de africanos escravizados como o mais grave crime contra a humanidade. Aprovou a representação mais precisa do mapa-múndi. Agora deve se debruçar sobre temas determinantes para o futuro da humanidade”, afirmou o presidente.

Lula é aplaudido ao criticar hegemonismo dos EUA

O líder brasileiro também criticou a apatia da ONU diante das tensões geopolíticas provocadas pela política da força. “Somos chamados a optar entre: – multilateralismo ou unilateralismo; – democracia ou extremismo; – soberania ou subordinação. Essas escolhas demandam coragem, vontade política e clareza de objetivos. Isso é o que se espera de um Estadista. Yasser Arafat e Yitzahk Rabin foram estadistas”, apontou.

Lula foi duro com as “tentações hegemônicas” de Trump na América Latina e Caribe. “Na América Latina e Caribe, a proximidade geográfica com a maior potência militar do mundo é inescapável. Sobretudo num contexto de recrudescimento de tentações hegemônicas. O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, disse Lula, intensamente aplaudido pelo plenário. “Precisamos de parceiros com uma agenda positiva, que fomente o desenvolvimento. Diferenças ideológicas não devem ser obstáculos para maior integração entre vizinhos”, acrescentou o presidente. brasileiro

“Os países da região conheceram os horrores dos regimes de exceção. Percorremos um longo caminho para restaurar a vontade popular. A democracia está novamente em xeque. Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais. A divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais por recursos estratégicos constituem gestos anacrônicos”, denunciou o presidente.

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Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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