Feminicídio, patriarcado e privilégio

Luíz Müller traz em seu blogue artigo de Marco Antônio Corbari correlacionando os fatores do título: “Não basta condenar o feminicídio; é preciso enfrentar o patriarcado que sangra os corpos, os sonhos e o chão das mulheres“.

Há homens que se indignam diante de um feminicídio. Há homens que compartilham campanhas de enfrentamento à violência. Há homens que dizem apoiar as mulheres. Mas o feminismo começa a se tornar um problema para muitos deles quando deixa de ser discurso e passa a exigir renúncia e atitude.

Renúncia ao privilégio de falar mais alto. Renúncia ao privilégio de decidir sozinho. Renúncia ao privilégio de ocupar os espaços de poder como se fossem naturalmente seus. É nesse ponto que a solidariedade declarada encontra a estrutura histórica do patriarcado — e muitos recuam.

Uma leitura recomendável a todos os sapiens.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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