Vermelho – Editorial: a aprovação pela Câmara dos Deputados, em dois turnos, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas por semana em até 14 meses e decreta o fim da escala 6×1 foi uma vitória expressiva, com 472 votos a 22 na primeira etapa e 461 votos a 19 na segunda. Mas ainda há uma pedra no meio do caminho. A batalha não terminou. Falta confirmar a vitória no Senado Federal.
Jornal GGN – O fenômeno pode ser descrito como uma sequência de três movimentos — uma abertura regulatória, um vácuo de fiscalização e uma captura criminosa — que só agora, em 2025-2026, começa a ser revertida. Percorrendo todo o ciclo, há uma ironia estrutural que merece ser destacada de saída: o mesmo arcabouço vendido como democratização financeira e quebra do oligopólio bancário forneceu a infraestrutura ideal para a lavagem de dinheiro. Esse modelo tem pai, com nome e sobrenome: Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central nomeado por Jair Bolsonaro.
Apito Brasil – A narrativa oficial, reproduzida por seus defensores, reduz a proposta a uma mera busca de “autonomia orçamentária e financeira” do Banco Central, uma suposta modernização que o alinharia às melhores práticas globais. O SINAL reafirma que a PEC 65/2023 não é sobre autonomia; é sobre a criação de uma entidade com significativa redução dos controles públicos, que correria o risco de ser capturada por interesses econômicos privados.
Investidor Sardinha – O Banco Central Europeu é o responsável por definir e executar a política monetária da zona do euro. A presidente Lagarde e seu vice lideram a instituição e são suas vozes em fóruns nacionais e internacionais. Mas não trabalham sozinhos: contam com a colaboração próxima dos governadores dos bancos centrais de todos os países da UE, que contribuem de forma essencial para moldar as orientações monetárias e financeiras.




