Vermelho – A proposta que institui o Prêmio César Lattes, voltado ao reconhecimento de pesquisadores, instituições e iniciativas ligadas à ciência, tecnologia e inovação no Brasil, transforma em política permanente da Câmara uma premiação criada anteriormente pela então Comissão de C&T e prevê a concessão anual de até cinco homenagens a personalidades físicas e jurídicas com atuação de destaque na defesa e promoção da produção científica nacional.
Hora do Povo – Formou-se, no Instituto Rio Branco, no Palácio Itamaraty, a Turma Esmeraldina Carvalho Cunha. A homenageada foi um exemplo não somente de resistência à ditadura reacionária, pró-imperialista, e, antes de tudo, sanguinária, instalada em nosso país no ano de 1964 e somente derrubada em 1985, mas foi também um exemplo de mãe – e, como tal, de mulher brasileira, naqueles tempos tão sombrios, e, infelizmente, inesquecíveis.
Sputnik – O brilho azul emitido pela alga marinha Pyrocystis lunula inspirou cientistas nos EUA a criar estruturas luminosas a partir de sua bioluminescência. A espécie produz flashes breves quando submetida a estímulos naturais, como o impacto das ondas, formando paisagens cintilantes em praias ao redor do mundo. A pesquisadora Giulia Brachi buscava prolongar esse brilho em laboratório. Após tentativas frustradas, ela recorreu a uma solução ácida, baseada em estudos que mostravam a queda do pH como gatilho para a emissão de luz.
Outras Palavras – Às vezes, a administração Trump parece empenhada — tamanho é o contraste entre sua primeira e sua segunda encarnação — em inverter o apotegma da abertura do Dezoito Brumário de que “todos os grandes fatos e personagens histórico-universais aparecem, por assim dizer, duas vezes… a primeira como tragédia, a segunda como farsa”. Naquela época, era o sobrinho, Luís Napoleão, retomando o papel do famoso tio. Hoje, Trump retomou seu próprio papel, num segundo ato repleto de crueldade e carnagem.




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