Leituras de domingo – 8.3.2026

Outras Palavras – Crise civilizatória, por Ladislau Dowbor: algumas coisas vão muito além da América Latina, elas nos dizem respeito como seres humanos. Em meio à desigualdade brutal, maiorias vivem o inferno do trabalho massacrante e sem futuro, da pobreza e do impossível desfrute coletivo. Mas também os ricos, ainda que opulentos, debatem-se em competição por dinheiro e vidas sem sentido.

Hora do Povo – Há 70 anos, em 25 de fevereiro de 1956, o movimento comunista internacional sofria um dos seus golpes mais profundos, desferido não pelo imperialismo, mas de dentro do próprio Comitê Central do PCUS. Khrushchov, em uma sessão fechada após o XX Congresso, proferia o famigerado “Relatório Secreto”, intitulado “Sobre o culto à personalidade e suas consequências”. O documento, que “jamais foi submetido à aprovação dos delegados” nem constou em atas oficiais, tornou-se o marco inicial do revisionismo que tentou enterrar a obra de Josef Stálin.

Sputnik –  Os períodos de calmaria solar escondem mudanças internas sutis que só agora começam a ser medidas com precisão. Uma nova análise de décadas de dados revela que os mínimos do ciclo de 11 anos do Sol não são iguais entre si e que o mais profundo deles, em 2008–2009, deixou marcas mensuráveis no interior da estrela. As camadas externas sofrem alterações discretas ao longo dos ciclos, e mínimos excepcionalmente tranquilos parecem produzir efeitos internos mais claros.

Economistas pela Democracia – Durante boa parte do período pós-Guerra Fria, a Europa acreditou ter encontrado uma fórmula histórica estável: integração econômica profunda, Estado de bem-estar robusto, capitalismo regulado e democracia consolidada. O projeto europeu simbolizava a promessa de que mercado e justiça social poderiam coexistir sob instituições civilizadas. Essa confiança se dissolveu.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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