Manchetes do dia – 23.2.2026

Hora do Povo – O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), quer vender imóveis do Banco de Brasília (BRB) para cobrir o prejuízo obtido pela compra da carteira de títulos fraudulentos do Máster, negociação criminosa montada por seu governo. O Palácio do Buriti enviou à Câmara do DF um projeto de lei em que pede autorização para fazer aportes de capital no BRB (Banco de Brasília), a fim de reforçar o patrimônio do banco. Dentre as medidas previstas está a venda de até 12 imóveis.

Hora do Povo – O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), e a sua esposa Vanessa, são investigados por lavagem de dinheiro no valor de US$ 1,6 milhão (R$ 7,95 milhões) em Andorra, principado entre França e Espanha. O local é conhecido como paraíso fiscal e atrai operadores estrangeiros que buscam esconder dinheiro de origem não declarada. O paraíso de Andorra é procurado também por ter baixa tributação. O vice do bolsonarista Tarcísio de Freitas foi para Andorra em outubro de 2025 prestar depoimento sobre transações financeiras suspeitas.

Vermelho – Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) invalidaram uma lei do município de Santa Cruz de Monte Castelo (PR) que instituiu o programa “Escola Sem Partido”. A iniciativa bolsonarista de censura prévia para a educação foi derrotada por unanimidade no STF em julgamento de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental. De acordo com a Corte, somente a União legisla sobre diretrizes e bases da educação nacional.

Jornal GGN – Maria Luiza Falcão: a pergunta que começa a atravessar o debate internacional não é apenas quem liderará a economia mundial, mas quem governará o capitalismo. Os esforços para sabotar a cooperação fiscal multilateral configuram uma ameaça estrutural à governança democrática. Tributar a riqueza extrema deixou de ser apenas uma questão distributiva — tornou-se condição de sobrevivência institucional.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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