Leituras de domingo – 30.11.2025

Engenharia pela Democracia – No debate sobre transição energética, um erro comum confunde duas coisas diferentes – extrair petróleo e queimar combustíveis fósseis. A confusão não é à toa: o termo “combustível fóssil” aparece por convenção política e energética, englobando também as fontes fósseis que dão origem aos combustíveis. Mas isso é uma classificação de origem, não de uso. Isso faz com que muitas pessoas acreditem que o petróleo existe apenas para virar gasolina, diesel ou querosene.

Construir Resistência – “A derrubada dos vetos contradiz o esforço ambiental e climático do governo que acaba de realizar a COP30. Uma péssima notícia”, afirmou a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. Para ambientalistas que acompanham o Congresso, o resultado da votação também pode ser considerado mais um capítulo da série de chantagens do Legislativo com o governo, em prejuízo das pautas ambientais, e em benefício de interesses políticos e econômicos.

Jota– As relações de trabalho, em sentido amplo, abrangem qualquer vínculo jurídico entre prestador de serviços e tomador, com ou sem remuneração. Já a relação de emprego, prevista na CLT, exige quatro requisitos: pessoalidade, subordinação, onerosidade e habitualidade. Somente quando essas condições estão presentes é que o trabalhador pode ser considerado um empregado celetista, com todos os direitos e garantias previstos em lei.

Brasil 247 – Dizia Primo Levi que cada época tem o seu fascismo. Qual é o fascismo da nossa época? Defino fascismo como a condição sócio-política de concentração de capital que, sem controle democrático, legitima a total indiferença pela humanidade do outro. Portanto, o fascismo é um fenômeno próprio das sociedades capitalistas.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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