
Luiz Gonzaga Pinto da Gama nasceu livre em 1830, filho da “icônica Luiza Mahin” e um fidalgo português, que o vendeu como escravo aos dez anos, para saldar um dívida de jogo.
Quem resgata a história é a Farofa Filosófica:
Sua importância histórica é monumental: Luiz Gama usou o Direito como a principal arma contra a escravidão, conseguindo libertar, por vias judiciais, mais de 500 escravizados, em um tempo em que isso parecia impossível. Seu argumento central era a ilegalidade de muitos cativeiros pós-1831 (Lei Feijó), tornando-se um mestre na arte de desmantelar a estrutura escravocrata brasileira através de seus próprios códigos.
Gama foi autodidata, alfabetizando-se sozinho e buscando os conhecimentos jurídicos sem formação oficial de Direito. Em 2021, a TV Cultura exibiu o filme de sua trajetória, disponível no Youtube. Outra narrativa é o documentário da TV Justiça – A luta pelo direito no Brasil da escravidão.

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