Leituras de domingo – 2.11.2025

Engenharia pela Democracia – Celso Soares: a soberania do Brasil, portanto, não é um monumento estático, mas um canteiro de obras permanente, que não se define apenas por um simples discurso em um assunto pontual, embora seja necessário, sempre reafirmá-la, mas acompanhada de atitudes concretas. Sua definição e seu exercício são informados por várias fontes, Legais, Econômicas, Geopolíticas Socioambiental e Tecnológicas. A verdadeira medida da soberania nacional hoje é a capacidade de o Estado brasileiro, em conjunto com a sociedade, formular e implementar um projeto de desenvolvimento que garanta o bem-estar de sua população e sua posição autônoma no mundo.

Outras Mídias – Na Terra Indígena Munduruku, no Pará, duas operações de fiscalização de pós-desintrusão, coordenadas pelo Ministério dos Povos Indígenas (MPI) em colaboração com outros órgãos e agências do governo, tiveram mais uma etapa finalizada. As ações ocorreram depois de o governo federal concluir a “fase aguda” da desintrusão no território, anunciando uma redução substancial nos alertas de novas áreas de mineração ilegal.

Sputnik – Os arqueólogos descobriram em Wadi Hijrat Munathidah, ao norte da cidade de Dhamar, Iêmen, um túnel subterrâneo de água de cerca de 1,5 a 2 metros de profundidade e 0,5 metro de largura, feito de pedras cuidadosamente talhadas e conectado a um sistema de irrigação maior no vale. “O túnel serviu para transferir, armazenar, regular e distribuir água para apoiar a irrigação das culturas — um testemunho da engenhosidade do antigo agricultor iemenita”

Economistas pela Democracia – As sociedades modernas vivem uma forma curiosa de esquecimento: lembram tudo o que o mercado produz, mas nada do que o povo conquistou. A memória da luta social, da greve, da mobilização política, foi sendo apagada em nome da eficiência e do consumo. É como se as conquistas da civilização tivessem surgido por geração espontânea — e não do sangue, do suor e da organização coletiva de milhões de trabalhadores e trabalhadoras.Maurice Halbwachs, o sociólogo francês que formulou o conceito de memória coletiva, lembrava que uma sociedade só recorda aquilo que serve à sua coesão presente.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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