
Nivaldo Santana mostra que a geração de empregos não ocorreu por conta do aumento da jornada de trabalho, a regulamentação do trabalho intermitente e o arrocho salarial trazidos pela reforma de 2017, para não falar do trabalho insalubre autorizado para as mulheres.
Integrou o “pacote precarizante” das relações de trabalho o encolhimento da defesa laboral, feita pelos sindicatos dos trabalhadores.
Um alívio é sentido neste início de ciclo desenvolvimentista, timidamente encabeçado pelo governo Lula, mas o líder sindical relembra:
A história é pródiga em exemplos que confirmam uma lição que os trabalhadores nunca devem esquecer: direitos são conquistados com muita luta, não são dádivas que caem do céu.
Por essas razões, é preciso reafirmar a importância de ter um movimento sindical atuante como premissa para consolidar a democracia e avançar na direção de um projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho.
Veja também a entrevista de Nivaldo Santana sobre a crise estrutural do capitalismo.

MINHA OPINIÃO: “O importante é que além da falácia de mais empregos, é preciso entender que mais empregos, de qualidade, bem remunerados, não se criam com menos direitos aos trabalhadores. Isso é conversa de fascistas. Somente o desenvolvimento com investimentos pesados do Estado é possível termos mais empregos, remuneração mais que digna, com saúde, educação e cultura, pública, gratuita, de qualidade. Fora isso, é um retorno aos tempos de escravidão e o governo Lula, precisa atentar para isso. Nesssa questão, nada mudou, só discursos como fez o Senador Jacques Wagner em um embate com o fascista Marinho no Senado. Do executivo, promessas, sem absolutamente nenhuma atitude real para iniciar-se as mudanças. Nesse diapasão também, no final deste governo, o salário mínimo, seguramente não chegará a R$ 2.000,00. Uma vergonha para um país riquíssimo como o nosso. Não somos o Haiti! Eng• CELSO SOARES”
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