Manchetes do dia – 11.12.2023

Salário mínimo para 2024 vai aumentar a “merreca” de 101 reais

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, ao lado do ministro do déficit zero, Fernando Haddad, teve o constrangimento de avisar, nesta última terça-feira, que o salário mínimo, com aumento real e tudo, em 2024, será de R$ 1.421,00. Atualmente, o seu valor é de R$ 1.320,00. Serão R$ 101,00 de aumento, descontada a inflação, 2,9% de aumento real. Uma política de valorização do salário mínimo, com o horizonte constitucional, significa aumento da demanda de bens para a indústria de transformação, com a ocupação imediata da capacidade ociosa (por exemplo, 40% na indústria têxtil), que, por sua vez, significa mais empregos. O aumento real do salário mínimo é uma alavanca para o crescimento do PIB (soma de tudo produzido no país).

Direção da Petrobrás mantém preço do diesel acima do Preço Paritário de Importação (PPI)

Com relação à redução do preço recém anunciada, em 8 de dezembro de 2023, o preço do Diesel S10 vendido pela Petrobrás em Paulínia (SP), estava em 3.835,10 R$/m³ (o equivalente a 3,84 R$/litro). A estimativa do PPI, a partir dos preços do petróleo e da cotação do dólar no fechamento do mercado no dia anterior, é de 3.025,82 R$/m³ do Diesel. O preço da Petrobrás em Paulínia (SP) está 21,1% maior que o PPI. A Petrobrás deve abastecer o mercado brasileiro aos menores custos possíveis e garantir sua sustentabilidade empresarial, ao assegurar que suas margens operacionais sejam compatíveis com a indústria internacional, com alta capacidade de investimento e resiliente à variação do preço do petróleo. Por enquanto, depois de quase um ano do governo Lula, não foi isso que aconteceu.

Orgulho de ser brasileiro cresceu para 83% após derrota do fascismo, aponta Datafolha

A satisfação de morar no Brasil também subiu de 59% para 74% em um ano. Já o sentimento de vergonha em ser brasileiro caiu de 21% para 16% no mesmo período. Esse orgulho maior pelo Brasil, observado esta semana, expressa uma significativa melhora em relação ao sentimento que imperou no período anterior, quando o Brasil se viu obrigado a conviver por quatro anos com o fascismo bolsonarista.

Cesta básica fica mais cara em nove capitais, segundo Dieese

Em novembro, a cesta mais cara do país foi encontrada em São Paulo: R$ 749,28 (61,37% do salário mínimo líquido). No acumulado entre janeiro e novembro, no entanto, o custo da cesta de produtos básicos caiu nas 17 regiões pesquisadas, com percentuais entre -9,33%, em Campo Grande, e -0,67%, em Belém. Atrás de São Paulo, onde o conjunto de alimentos básicos foi o mais caro do país em novembro, estão Florianópolis, onde a cesta custava R$ 747,59; Porto Alegre, R$ 739,18 e Rio de Janeiro R$ 728,27.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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