Manchetes do dia – 2.9.2023

Juros altos são peça da engrenagem que mantém o Brasil longe do desenvolvimento

Na sua apresentação, o diretor da AEPET afirmou que a inflação e os juros sugam o patrimônio do povo brasileiro. Para ilustrar isso, Siqueira mostrou a manipulação dos preços dos combustíveis, praticada após a adoção da política de Preço Paritário de Importação (PPI), em 2016, influindo de forma drástica no aumento da inflação. Seus dois objetivos: jogar a Petrobrás contra a opinião pública, visando privatizá-la, e permitir aos financistas do COPOM elevar os juros ao maior patamar do planeta.

Com votos de Zanin e Barroso contrários ao marco temporal, julgamento avança no STF

Zanin acrescentou: ‘Ademais, o regime jurídico previsto na Constituição de 1988 elimina qualquer dúvida quanto à necessidade de garantir a permanência dos povos indígenas nas terras tradicionalmente ocupadas para a concretização de seus direitos fundamentais básicos’. Em seu voto Barroso divergiu de Alexandre de Moraes, afirmando que este não é o momento ideal para se discutir indenizações. Mesmo assim, considerou que, se vencido neste ponto, propõe que a indenização a ser paga ao proprietário de terra não deve ser prévia, uma vez que a medida impossibilitaria a demarcação.

Trens de passageiros e a indiferença

O economista José Tavares de Araújo Jr., a pedido da Ferrofrente, dedicou-se ao estudo do setor: “é consenso que esse tipo de transporte, tanto de carga como de passageiros, garante benefícios sociais, econômicos e ambientais. Uma malha ferroviária ampla e integrada conecta regiões produtoras e centros urbanos e pode impulsionar o desenvolvimento econômico de forma mais sustentável e com benefícios à qualidade de vida dos brasileiros”. Quando o assunto é ferrovia, porém, o Brasil segue na contramão do mundo.

Josué de Castro: 50 anos da imortalidade do cientista que estudou a Fome no Brasil

Josué Apolônio de Castro, pernambucano de Recife, nasceu no dia 5 de setembro de 1908: “denunciei a fome como um flagelo fabricado pelos homens contra outros homens, assistiremos nos anos futuros ou a integração econômica do mundo ou a desintegração física do planeta. A paz depende mais do que nunca do equilíbrio econômico do mundo, a segurança social é mais importante do que a segurança nacional baseada nas armas.”

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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