
Em reunião de uma hora e meia com seus ministros no Palácio Guanabara, Getúlio Vargas anuncia que o Brasil estava em “estado de beligerância” com a Alemanha Nazista e a Itália Fascista.
Foi uma resposta à pressão que o governo vinha sofrendo da população, de ministros simpáticos à causa aliada e dos próprios americanos. (Rodrigo Trespach, autor do livro Histórias não (ou mal) contadas: Segunda Guerra)
O “coração de estudante” falou alto naquela época: a União Nacional dos Estudantes, UNE, fundada em 1937, organizou uma campanha para que o país aderisse à luta contra o nazismo e o fascismo durante a II Guerra Mundial. Em 1942, a UNE tomou o Clube Germânia, na Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro, que costumava ser o local de reunião dos aliados nazistas.
Ainda demoraria dois anos para que o Brasil enviasse tropas para lutar contra os alemães na Europa. Até lá, o papel do país no esforço aliado seria de tirar as últimas restrições para a operação de uma base aérea americana em Natal e arregimentar voluntários para colher borracha na Amazônia, os “soldados da borracha”. No período, bases militares aliadas também operavam em solo brasileiro.
Em julho de 1944, 25 mil soldados brasileiros foram enviados para os campos de batalha na Itália, onde a Força Expedicionária Brasileira sentaria a pua nos campos de batalha europeus, até alcançar a tomada de Monte Castelo e a vitória sobre o Eixo..
Há um ano, registramos aqui a matéria do Vermelho sobre a decisão brasileira de integrar a Aliança.

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