O estudo, feito sob a ótica empresarial, não considera a população desempregada. Mas note-se que, entre os setores abrangidos, na construção civil ocupam-se um em cada dez empregados, exceto nas cidades muito pequenas e nas maiores, em que os números são menores. Por outro lado, a indústria também emprega menos nos grandes centros, onde a agropecuária praticamente inexiste. Serviços, nessas cidades, são prestados a muita gente. Mas como lastrear a economia sem a produção de mercadorias? Talvez assim possa ser explicada a miséria crescente que se vê nas ruas de São Paulo e outros centros mais populosos.

Cidades maiores absorvem 70% dos empregos em serviços _ Brasil _ Valor Econômico (11/4/23)
O impulso da atividade no setor de serviços em 2022 e, consequentemente, a geração de empregos favoreceu mais as grandes cidades do que os municípios de menor porte, ainda que o setor tenha um peso proporcional importante no mercado de trabalho formal em todas as faixas populacionais. Com a perspectiva de enfraquecimento da atividade em 2023, mas ainda alguma resiliência do setor, cidades mais ligadas aos serviços, sobretudo os essenciais, podem ter um
amortecedor, mesmo que limitado, para o baque sobre os empregos.
Mais da metade (51,7%) das vagas com carteira assinada criadas em serviços no ano passado estava em cidades com mais de 500 mil habitantes, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Juntando também os municípios com mais de 200 mil habitantes, essa representação chega a 68,7%.
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