A passagem para a liberdade

Consta que, há milhares de anos, os judeus escravizados pelos faraós egípcios evadiram-se do país africano, sob a liderança de Moisés, estabelecendo-se há uma distância que hoje um avião pode percorrer em meia hora. Mas então as dificuldades eram muitas e a travessia para a liberdade tardou talvez uma geração.

Esse antigo feito é lembrado hoje na Páscoa, o Pessach, a passagem para a liberdade, que há nem tantos lustros brasileiros de origem africana também alcançaram, assim como presentemente trabalhadores de vinícolas sulinas e de outros grotões desta terra chamada Brasil.

O recrutamento forçado de hordas humanas para a produção de riqueza em troca de um prato de comida e uma senzala para dormir não é a única forma de escravidão moderna. Ficar-lhes com parte importante do resultado do esforço laboral e, ainda mais, convencer a todos de que isso não só é o possível, mas o melhor a fazer, ainda tem muito espaço nas relações sociais do mundo de hoje.

Estamos mais próximos do Brasil e o mundo que queremos do que já estivemos quando éramos colônia de estrangeiros. E vamos relembrar o que já fizemos para renovar as esperanças por uma Pátria livre da escravidão.

Nesta Páscoa, neste Pessach, nesta passagem, prossigamos a jornada para romper com a subserviência.

Boa Páscoa, git Pessach!

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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