As provocações que se veem nas estradas e em estabelecimentos comerciais logo trazem à lembrança o incêndio do Reichstag, o parlamento alemão, ocorrido em fevereiro de 1933 e usado pelos nazistas como pretexto para fechar o regime, cujas consequências se contam aos milhões de mortos.
Jeferson Miola contou essa história meses antes do veredito das urnas e associou ao desejo provocativo daquele que, investido como Chefe do Executivo, teria dito esta semana que “começou o terceiro turno”.
O cronista lembra o felizmente fracassado atentado ao RioCentro, em que um putch organizado por militares tentou explodir um show de música com dezenas de milhares de assistentes e por a culpa na “esquerda”, mas a bomba explodiu no colo do terrorista minutos antes. Qualquer semelhança com os dias de hoje talvez não seja mera coincidência.
Miola caracteriza bem a milicianização de certos setores das Forças Armadas, integrada até por generais que batem continência para capitão, cujos dias como comandante geral estão no fim. Mas mesmo o vice-presidente da República (“esse Mourão aí”, o destratava Bolsonaro) já iniciou conversas de transição com o seu sucessor no cargo, Geraldo Alckmin.
Pela certeza na frente, vamos colocar a história na mão.
Jeferson Miola
“As chamas que em 27 de fevereiro de 1933 queimaram o Reichstag, em Berlim, incendiaram também a frágil democracia alemã. Hitler soube usar o ataque, conduzido por um jovem holandês, para ampliar e consolidar seu poder”.
Nas breves linhas acima, destacadas do artigo 1933: Incêndio no Reichstag era golpe na democracia alemã[dw.com] , o historiador e cientista político alemão Marc von Lüpke-Schwarz resume bem o significado de um acontecimento chave para o ascenso nazista na Alemanha hitlerista dos anos 1930.
O Palácio de Reichstag era a sede do parlamento alemão que foi consumido pelas chamas de um incêndio criminoso provocado na noite de 27 de fevereiro de 1933. Hitler e os nazistas se apressaram em falsamente atribuir o atentado a uma “conspiração comunista”.
Marc…
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