O esgotamento da pós-democracia neoliberal

Homenagem a Jacinto, o carregador de café, no Porto de Santos

Em sua coluna semanal Trabalho Além da Barbárie, no Justificando, Vladimir Paes de Castro inspira-se na Velha Roupa Colorida de Belchior para trazer suas reflexões acerca dos novos tempos que se anunciam.

“Você não sente nem vê

Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo

Que uma nova mudança em breve vai acontecer”

Os movimentos que levaram às derrotas dos setores político-econômicos que afrontam a dignidade humana mundo afora – EUA, Bolívia, Chile e inclusive o Brasil e seu primeiro turno eleitoral – combinados com o bom exemplo chinês trazem alento à superação daquilo que o magistrado chama de pós-democracia. Ele explica:

Direitos fundamentais, e principalmente os direitos sociais do trabalho, são habitualmente destruídos pelos agentes estatais que representam os interesses do “deus mercado”. O ser humano é coisificado, sendo apenas mais uma mercadoria negociável. Não há limites para a relativização de direitos fundamentais, principalmente quando são empecilhos para atender determinado interesse econômico.

E demonstra:

Os representantes máximos do neoliberalismo no Estado Brasileiro permanecem na mesma toada pós-democrática, com destaque para o papel do Poder Judiciário, principalmente do Supremo Tribunal Federal. Toda sorte de ataque ao nosso sistema de direitos fundamentais sociais do trabalhador está sendo chancelada pela maioria do plenário da corte, a exemplo de inúmeras inconstitucionalidades da Reforma Trabalhista e ainda mais recentemente o fim do salário isonômico para os trabalhadores terceirizados. 

Vladimir conclui sua peça magistral animado pelo Juízo Final de Nelson Cavaquinho e Elcio Soares:

“O Sol há de brilhar mais uma vez
A luz há de chegar aos corações
Do mal será queimada a semente
O amor será eterno novamente”

Castro resume na esperança de “que todos, independente de ideologia, tenham absoluto compromisso com os princípios fundamentais de nossa Constituição, para que possamos coletivamente sempre frear qualquer sinalização de mudanças antidemocráticas que nos joguem novamente na barbárie”.

O cearense Vladimir Paes de Castro é juiz do Trabalho do TRT21-RN, membro da Associação de Juízes para Democracia (AJD) e da Associação Nacional de Magistrados da Justiça  do Trabalho (ANAMATRA)

Leia a coluna na íntegra.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central e do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, conselheiro da CNTU, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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