O lobo-guará e o galinheiro

A profusão de ilustrações envolvendo o lançamento da nova cédula de R$ 200,00 merece comentários neste Vamos falar sobre o Brasil?, nessa véspera do 118º aniversário da Independência.

A primeira sensação é, evidentemente, a de inflação.

Cada vez que uma nova e mais valiosa cédula é acrescida à coleção existente, é porque os preços em geral estão mais altos.

Dirão outros que é uma questão de economia … de espaço e de esforço.

Certos candidatos ao sistema prisional poderiam alugar apartamentos menores para armazenar o fruto dos seus desvios e mesmo figuras como a da ilustração ao lado fariam metade do esforço físico em movimentos com dinheiro em espécie.

Até a famosa pergunta que não quer calar já foi convertida para a nova moeda!

Fica então uma pergunta: se os atrasos para o saque do auxílio-emergencial era atribuídos à falta de cédulas para todos, por que o calendário não foi revisto, agora que só a metade das notas é necessária para pagar os R$ 600,00?

E por que não usar três cédulas novinhas na prorrogação até o fim da pandemia, em vez das surradas três notas de cem a que se quer reduzir a ajuda a quem precisa?

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, conselheiro da CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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