Basta!

Enquanto a assembleia do ICIB gritava Basta! às mais estapafúrdias reproduções de frases e imagens nazistas performadas pelo Presidente da República e seus ajudantes, o mesmo grito ecoava em outras importantes gargantas brasileiras.

O “desafio do leite” com os ministros e a “oração a Bolsonaro” com os militares reproduzem como um retrato as imagens do Reich para a “supremacia branca” e a “saudação os Fuhrer”.

Centenas dos mais renomados juristas brasileiros fizeram publicar o manifesto ao lado, que dá título a este nosso artigo dominical. Assim conclamam:

O Brasil, suas instituições, seu povo não podem continuar a ser agredidos por alguém que, ungido democraticamente ao cargo de presidente da República, exerce o nobre mandato que lhe foi conferido para arruinar com os alicerces de nosso sistema democrático, atentando, a um só tempo, contra os Poderes Legislativo e Judiciário, contra o Estado de Direito, contra a saúde dos brasileiros, agindo despudoradamente, à luz do dia, incapaz de demonstrar qualquer espírito cívico ou de compaixão para com o sofrimento de tantos.

A gravidade do momento também fez jornais de todo o país aparecerem com uma página amarela.

Esclarecendo que “somos a maioria” “que defende a vida, a liberdade e a democracia”, os milhares de signatários do #Juntos assim concluem seu libelo pelo Brasil:

“Temos ideias e opiniões diferentes, mas comungamos dos mesmos princípios éticos e democráticos. Queremos combater o ódio e a apatia com afeto, informação, união e esperança.

Vamos #JUNTOS sonhar e fazer um Brasil que nos traga de volta a alegria e o orgulho de ser brasileiro.”

Quando um mês de junho se anuncia ainda recheado de mortes em muito evitáveis, abre também o espectro da união dos brasileiros das mais diversas opiniões, uma Frente Ampla para libertar o Brasil das correntes do atraso, salvar vidas e construir um futuro melhor para a nossa gente.

*ICIB é o Instituto Cultural Israelita Brasileiro, a Casa do Povo

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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