Fiesp e a retomada

Sede da Fiesp, em São Paulo

Enquanto líamos sobre os projetos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) de incentivo à aquisição de produtos nacionais pela população brasileira, inspirado no Buy American do pós-crise global de 2008, chegou-nos estudo da entidade fundada por Roberto Simonsen sobre a retomada, datado de um mês atrás.

A minuta apresentada pela Federação da Indústrias dos Estado de São Paulo às autoridades merece comentários de nossa parte.

De plano, os industriais asseveram que a decisão de início da flexibilização cabe às autoridades e deve ser precedida de algumas garantias, destacadas as condicionantes que julgamos fundamentais:

  • educação sobre a prevenção pandêmica e identificação dos sintomas;
  • capacidade da rede de saúde de isolar e tratar o conjunto dos pacientes.

Em abril, a Fiesp relatava experiências internacionais de isolamento total, parcial ou nenhum. Afirmava então que nenhumas delas podia ser considerada como modelo consolidado.

Hoje os resultados das estratégias são mais claros, embora ainda não definitivos. O vídeo produzido pela TV Folha em resposta à pergunta do Presidente do Brasil, que não adotou quarentena em nível nacional, é elucidativo.

TV Folha, em dois minutos.

A federação sindical vai além. Inspira-se também nas recomendações da Organização Mundial da Saúde – a transmissão do vírus deve estar controlada, entre outros aspectos – para propor um protocolo nacional de retomada da atividade não só industrial, mas de todos os ramos da economia e mesmo do convívio social.

Segundo o projeto, a retomada da atividade econômica, quando possível e autorizada, deve ser gradual, com manutenção do distanciamento social nos transporte e nos ambientes de trabalho, comércio e educação.

Cada localidade e cada tipo de atividade terá o seu protocolo. De comum, medir a temperatura de todos, usar máscaras e assegurar a higiene das pessoas e ambientes, modificar a disposição das mesas e máquinas para reduzir o contato e turnos diferenciados por tipo de atividade. E educação de todos para a prevenção de doenças infectocontagiosas.

Justo o desejo de ser praticado o mais breve possível. Não sabemos quando mas, de acordo com os números globais, podemos afirmar que quanto maior o isolamento, mais cedo será.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central e do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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