Obrigação do Estado, trabalho do servidor

O Auditório Paulo Kobayashi, na Assembleia Legislativa de São Paulo, ficou lotado na tarde de ontem ao receber representantes de 8 centrais sindicais e dezenas de categorias de servidores públicos federais, estaduais e municipais para debate o desmonte do Estado brasileiro e suas consequências para a sociedade.

O encontro estava originalmente programado para acontecer no Sindicato dos Engenheiros, mas o novo ataque aos salários dos servidores paulistas fez move-lo diretamente para a Alesp, onde momentos mais tarde os deputados votariam o aumento das alíquotas previdenciárias, que mais não fazem que retirar um pedaço do pão que cada médico, professor, engenheiro ou escrevente leva para casa após um dia de intenso trabalho.

O Ato começou com rápida exposição por parte do Dieese sobre a politica de “voucherização” do atendimento social devido pelo Estado. Saúde e Educação, por exemplo, seriam alvos de privatização nesses moldes.

No Chile e nos EUA funciona assim: grandes grupos empresariais oferecem a maioria das salas de aula e leitos hospitalares à população. Os que não podem pagar as mensalidades dos planos de saúde e das escolas particulares recebem do Estado um “voucher” para usar uma variante popular, de menor qualidade e com menos recursos, do mesmo serviço privado.

A redução de custos com o enxugamento do Estado é apenas uma ponta de iceberg nas possibilidades financeiras do negócio com o bem público: paga-se mais juros mas, no essencial, abre-se um mercado privado imenso para extrair o suor do fronte dos brasileiros. O SUS, por exemplo, é o maior comprador de remédios do planeta.

Os riscos de desatendimento a quem mais precisa são elevados. A resposta em defesa do serviço público está sendo construída, como já o fazem os petroleiros em defesa da propriedade nacional do nosso petróleo.

Dia 18 de Março os servidores públicos federais, estaduais, distritais e municipais vão às ruas do país encontrar-se com a população para defender o Brasil.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, conselheiro da CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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