Soberania latino-americana em disputa

Imperialismo, dependência e reconfiguração das formas de coerção no século XXI: uma análise histórico-geopolítica da erosão da autonomia política, econômica, tecnológica e estratégica dos Estados latino-americanos

Análise Crítica da Soberania Latino-Americana

A contemporaneidade da América Latina, estendendo-se do México à Patagônia, é marcada por uma alarmante inflexão geopolítica, caracterizada pela progressiva submissão de suas soberanias às diretrizes do imperialismo estadunidense. Essa reaproximação assimétrica e a consequente abertura de fronteiras estratégicas ao capital e à influência de Washington expõem a fragilidade institucional de governos locais que capitulam diante de pressões externas. Tal postura governamental não apenas desmantela as redes de integração regional, mas configura uma flagrante desconexão histórica, assemelhando-se a uma traição ao legado dos heróis libertadores do século XIX — como Simón Bolívar e José de San Martín —, cuja práxis política fundamentava-se na emancipação e na autodeterminação dos povos autóctones contra as amarras do colonialismo e do neocolonialismo.

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Quanto mais sofisticados se tornam os mecanismos destinados a administrar a autonomia alheia, maior pode ser a consciência histórica da dependência e da necessidade de superá-la. A dominação absoluta permanece, portanto, uma impossibilidade política: todo projeto de hegemonia produz resistências, reorganiza identidades e estimula novas formas de reivindicação soberana. A contribuição de Meireles adquire, nesse horizonte, uma dimensão eminentemente política: a liberdade não necessita de uma definição definitiva para produzir efeitos históricos, pois sua força manifesta-se justamente quando a experiência concreta da subordinação torna evidente aquilo que foi negado. O desafio contemporâneo consiste, assim, em reconhecer que a emancipação dos povos exige não somente soberania formal, mas capacidade efetiva de controlar recursos, conhecimento, tecnologia, instituições e decisões estratégicas. Sem essas condições materiais, a liberdade corre o risco de permanecer reduzida a uma promessa universal pronunciada dentro de uma ordem estruturalmente desigual.

Leia a análise na íntegra em PFLKWY – Crítica ao Poder:

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Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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