Manchetes do dia – 17.4.2026

Vermelho – Paulo Kliass: uma das principais causas das dificuldades enfrentadas pelo governo Lula para reduzir seus índices de desaprovação reside no elevado índice de endividamento das famílias e pelos também altos indicadores de inadimplência. De acordo com a pesquisa mais recente organizada pela Confederação Nacional do Comércio (PEIC/CNC), em março de 2026 havia 80,4% das famílias com dívidas, ao passo que 29,6% delas estavam com o endividamento em atraso. O quadro destas variáveis demonstra de forma evidente o próprio estado das desigualdades sociais e econômicas de nosso País. O percentual de famílias endividadas aumenta à medida em que se reduz o nível de renda dos grupos familiares.

Outras Palavras – Convém manter o planejamento territorial nos moldes em que ele está sendo praticado?  Talvez seja interessante uma correlação com a dinâmica pessoal, com os planos que cada um faz para sua vida. Que atire a primeira pedra quem nunca teve que rever seus planos de vida originalmente concebidos. Sem maior preocupação com o risco de uma chuva de pedras, devo reconhecer que os planos foram fundamentais para aquilo que consegui fazer. Mas é necessário destacar que os planos não conseguiram se manter puros e íntegros, sem necessidade de revisão, ajustes e adaptações, algumas vezes mais simples, em outros casos mais radicais. Algumas adaptações se justificaram pela ingenuidade, excesso de otimismo ou mesmo primariedade dos planos, mas na maioria das vezes os ajustes se tornaram necessários pela imprevisibilidade do que acontece no futuro, por fatos subjacentes que alteraram fortemente o quadro no qual se forjaram os planos.

Economistas pela Democracia –  Existe uma armadilha recorrente no debate público brasileiro sobre cultura: a de tratá-la como ornamento — algo nobre, digno de apoio retórico, mas frequentemente adiado diante das chamadas “urgências”. Trata-se de uma visão equivocada e, ao mesmo tempo, custosa. Custosa porque desperdiça um dos maiores ativos competitivos do país em um momento em que a economia criativa global cresce de forma acelerada. Equivocada porque ignora o papel concreto da cultura na sociedade: construir identidade coletiva, gerar coesão social, criar empregos, dinamizar economias locais e projetar o país internacionalmente com uma força que nenhuma estratégia convencional de marketing consegue reproduzir.

Jornal GGN – Márcia Moussalem: li um artigo brilhante do diretor Peter Harling, do centro de Pesquisa Synaps (Beirute-Líbano), “Criar o Vazio”, no qual destaca que bilhões de dólares foram exigidos por Trump para que um Estado faça parte do Conselho de Paz. Ele também destaca a “indiferença consciente e deliberada com relação aos palestinos e ao seu futuro”.  Limpeza étnica jamais vista. Peter Harling também nos faz refletir quando aborda a total falta de empatia que grande parte das elites demonstram ao se desresponsabilizarem de qualquer decisão perante todas as barbáries que presenciamos em todas as esferas.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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