Liandro Souza Santos

Em seu Pensando os conflitos entre o interesse público e privado, ele define o que são fixação e solidez e demonstra o que é hegemônico nas esferas pública e privada da convivência social humana.
A fluidez evidencia o caráter transitório da vida, marcada por transformações contínuas e pela impossibilidade de permanência. Nesse contexto, a tensão emerge da tentativa de conciliar o desejo de estabilidade com a realidade da impermanência. Essa mesma dinâmica pode ser observada no campo jurídico, especialmente na relação entre interesses de ordem privada e interesses de ordem pública.
A fixação pode ser compreendida como a tendência de atribuir valor duradouro a determinados acontecimentos, convertendo-os em referência de sentido. Experiências marcadas por plenitude, pertencimento ou realização tendem a ser preservadas na memória e, não raramente, idealizadas. Esse movimento produz uma espécie de ancoragem existencial: o passado passa a orientar o presente, ainda que já não seja possível retomá-lo.
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