
A partir do epílogo do livro de Grégoire Chamayou, Teoria do Drone (2015), que reproduz um artigo visionário de 1973, intitulado “Da guerra, a distância”, publicado originalmente na revista militante Science for the People por jovens cientistas engajados no movimento antiguerra, Fernando Nogueira da Costa historia a decadência estadunidense.
Escrito logo após a Guerra do Vietnã, previu uma nova forma de conflito substituir a guerra aérea tradicional por meio da guerra à distância, baseada em sistemas pilotados remotamente, onde o operador receberia informações via sensores em um local seguro. O texto descreve essa modalidade como “uma guerra de máquinas humanas contra o corpo humano”, na qual um lado perde pessoas e o outro ganha apenas “brinquedos”, porque não morre.
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Em resumo, a guerra contemporânea criou uma “era de drones baratos”. Desafia a economia de guerra tradicional, tornando a defesa muito mais cara, diante o custo barato do ataque, em termos imediatista, mas maximizará os danos financeiros em todo o mundo.
Os Estados Unidos estão na antepenúltima fase de decadência social de grande potência, mas antecipam a rapidez da penúltima fase de perda de status de moeda de reserva. Finalmente, ocorrerá o colapso. O estágio final não significará necessariamente o desaparecimento do país imperialista, mas a perda definitiva do seu status de superpotência. Já deu…

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